Na mídia: Fotos

Desde o início de sua trajetória, em 1962,  a banda Os Incríveis ganhou total aceitação da imprensa escrita e televisionada. 

Revistas, jornais, e canais de televisão disputavam o ineditismo de divulgar fotos,  reportagens, e entrevistas feitas com os integrantes da banda,  numa demonstração do  constante interesse da mídia em atualizar o público sobre as realizações e conquistas dos músicos  de Os Incríveis. 

Arquivadas, atualmente,  em acervos particulares e institucionais, muitas das reportagens sobre a banda e fotos dos músicos publicadas pelas  revistas e colunas de jornais especializadas em rádio e televisão dos anos 60,  70,  e 80 foram digitalizadas pelos detentores dos acervos, e    podem ser conhecidas a seguir.

1963 – O número 38 da Revista do Rock publicada em 1963, traz o “registro de nascimento”  de mais uma banda  lançada pelo  produtor cultural, radialista  e apresentador Antonio Aguillar: a  banda The Clevers.

 Composta por Manito, Mingo, Neno, Netinho e Risonho, músicos “experimentados artisticamente”, segundo descrição da reportagem, a formação da banda é creditada a Antonio Aguillar que “não poderia pretender encontrar  músicos melhores”, por serem eles “os mais autênticos conhecedores do assunto, formando harmonioso conjunto que todos apreciariam”. (Acervo: Revista do Rock, Rio de Janeiro, nº 38,1963.)

1963 – A coluna Discos do jornal Diário da Noite registra o lançamento, ocorrido no ano anterior, do conjunto The Clevers, “Antonio Aguillar, disc-jockey dedicado a programas da juventude, lançou recentemente , num de seus programas, um conjunto de músicas modernas, com grande possibilidade de total aceitação por parte do público. Trata-se do quinteto The Clevers (…) que, além de exímios executantes de ritmos modernos, (…) dominam com rara maestria a bossa-nova(…)”; e a primeira apresentação em TV do grupo The Clevers, no programa Recreio do Disco, apresentado por Enzo de Almeida Passos, na TV Tupi, canal 4. A matéria informa também sobre a assinatura do contrato do conjunto com a gravadora Continental; o lançamento do primeiro 78RPM, e o início das gravações do primeiro LP da banda. (Acervo: Diário da noite, São Paulo, p.5, 10 de julho de 1963).

1963 – A seção Gente em cartaz, da revista Radiolândia, de julho de 1963, divulga foto do apresentador Antonio Aguillar e do grupo The Clevers, “um conjunto musical lançado recentemente pelo ‘disc-jockey’ Antonio Aguillar, [que] está fazendo sucesso e recebendo propostas para apresentações em todo o país(…)”.  (Acervo: Radiolândia, Rio de Janeiro, nº 404, p. 34, 2ª quinzena de  julho de 1963)

1963 – A Revista Radiolândia divulga, na seção Discos,  nota sobre a gravação do primeiro 78RPM da banda The Clevers com as músicas Afrika, de Charles Segal, Anton de Waal e Sam Lorraine , e El Relicario, de Padilha. (Acervo: Radiolândia, nº 404, p. 47, 2ª quinzena de julho de 1963)

1963 – A sessão  Rádio, da revista Radiolândia registra a participação “do novo conjunto The Clevers” no programa Ritmos para a Juventude apresentado “em auditório”, por Antonio Aguillar todos os sábados das 15 às 17 horas, na Rádio Nacional. (Acervo: Radiolândia, nº 406, p. 37, 2ª quinzena de agosto de 1963)

1963 – A coluna Disc Jockey na TV, da revista  Intervalo,  informa sobre  a gravação do primeiro LP da banda The Clevers: “Entusiasmada com o sucesso do primeiro 78 gravado pelo conjunto The Clevers, a Continental resolveu prensar um LP a que intitulou ‘Encontro com The Clevers’ (foto).” (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 36, p. 59, 15 a 21 de setembro de 1963)

1963 – A página  Rádio e TV em São Paulo assinada por Theotônio Pavão, para a revista Radiolândia, divulga a estreia do programa Show do Meio-Dia, exibido no Canal 9, de São Paulo, “um horário exclusivamente para a juventude, com produção de Antonio Aguillar, e apresentação de Nairson Menezes”. O  programa de estreia contou com a presença de Albert (Pavão), Ronnie Cord, George Freedmann, Cidinha, Antonio Alfredo, The Jet Black’s, e The Clevers. (Acervo: Radiolândia, Rio de Janeiro, nº 408, p. 48, 2ª quinzena de setembro de 1963)

1963 – A revista Radiolândia publica matéria de duas páginas com a banda The Clevers, “os astutos”, ou “os vivos”, o grupo  que, “apesar de pouco tempo,(…) já tem vários troféus” . Em foto publicada pela reportagem, Dona Alaíde, da gravadora Continental, mostra,  ao lado dos músicos, a capa do primeiro LP da banda. (Acervo: Radiolândia, Rio de Janeiro,  nº 409, p. 34-35, 1º de outubro   de 1963) 

1963 – Página Rádio e TV em São Paulo, assinada por  Theotônio Pavão para a revista Radiolândia,  registra o sucesso do programa apresentado por Antonio Aguillar, na TV Excelsior, canal 9, que tinha como “intérpretes assíduos Albert (Pavão), George Freedmann e o conjunto  The Clevers”. Na primeira foto da segunda página da reportagem, Albert Pavão se apresenta acompanhado pela banda The Clevers. (Acervo: Radiolândia, Rio de Janeiro, nº 409, p. 9-10, 1ª quinzena de outubro de 1963)  

1963 – A revista carioca Cinelândia divulga, em seu número 262, a lista dos ganhadores do Concurso Os Melhores  do Ano promovido pela revista. Na categoria Melhor Conjunto, o grupo The Clevers aparece em segundo lugar com 150 votos. Em primeiro lugar ficou o grupo carioca The Angels com 180 votos e, em terceiro, The Jet Black’s, com 50 votos. (Acervo: Cinelândia, Rio de Janeiro, nº262, p. 48, 1ª quinzena de outubro de 1963) 

1963 – As revistas especializadas em rádio e televisão das décadas de 60 e 70 reservavam um espaço para divulgar as músicas mais tocadas nas diferentes emissoras de rádio existentes naquele período. A banda The Clevers/Os Incríveis,  desde o ano de sua primeira gravação, em 1963, até os anos 80 quando a banda ainda matinha sua formação mais conhecida,   foi presença constante em todas as seções dedicadas às músicas que eram sucesso. Na foto, a gravação da música El Relicario, de Padilha, lançada no primeiro 78RPM gravado pelo grupo The Clevers, em 1963, aparece em primeiro  lugar nas paradas de sucessos de São Paulo.  (Acervo: revista Radiolândia, Rio de Janeiro, nº 410, p. 43, 2ª quinzena de outubro de 1963) 

1963 – A Revista do Rádio lança o concurso “Os favoritos da nova geração” que teve como ganhadores: Roberto Carlos, Adilson Ramos, Altemar Dutra, Ed Wilson e Reynaldo Rayol  (cantores); Gilda Lopes, Célia Vilela, Mara Mendonça, Wanderléa, e Rosemary (cantoras); e The Jet  Black’s, The Angels, Trio Esperança, Luizinho e os Dinamites, e The Clevers (conjuntos).  Na sexta foto da primeira página, Manito, da banda The Clevers,  recebe o prêmio “Os favoritos da nova geração”,  acompanhado de Netinho Neno. (Acervo: Revista do Rádio, Rio de Janeiro, nº 735,  p. 44-45, 19 de outubro de 1963) 

1963 – A Revista do Rádio, de outubro de 1963,  publica reportagem de duas páginas sobre  o início da carreira da Banda The Clevers, sobre o contrato assinado com a gravadora Continental, e sobre o primeiro sucesso nacional alcançado com o primeiro 78 RPM gravado.  (Acervo: Revista do Rádio,   Rio de Janeiro, nº736,  p. 12-13, 26 de outubro de 1963) 

1963 – A revista Intervalo, de 27 de outubro a 2 de novembro de 1963, publica, em sua página  53A, nota informando sobre a gravação do primeiro 78RPM, “(…) com as músicas El Relicario, conhecida melodia espanhola em arranjo para twist do próprio conjunto, e Afrika. A aceitação foi extraordinária e de imediato popularizou o quinteto. Depois desse sucesso, as apresentações em televisão se tornaram habituais, tanto no Rio como em São Paulo e o cartaz de The Clevers se firmou definitivamente(…) “. O conjunto, informa ainda a nota, é composto por “exímios executantes dos ritmos modernos (‘Twist’, limbo, ‘hully-gully’, etc.), (…) excelentes também na nossa bossa-nova, mas que, infelizmente executam raras vezes (…)”. (Acervo: Intervalo, São Paulo, p.53A, nº 42. 27 de outubro a 2 de novembro de 1963)

1963 – A coluna Fofocas sem fotos, da  revista carioca  Cinelândia divulga nota sobre “flirt” de Netinho: “Netinho, um dos componentes do conjunto The Clevers , tentou um ‘flirt’ com M.V. Mas Ed Wilson parece que continua firme. Coisas de brotos”.  Na mesma página,  a revista publicou  cupom para os fãs votarem  no concurso que elegeria os  melhores do Brasil em música jovem. (Acervo: Cinelândia, Rio de Janeiro, nº264, p. 61,1ª quinzena de novembro de 1963)

1963 – A revista carioca Cinelândia divulga, na página Discolândia, assinada por Leônidas Bastos, o lançamento, em outubro, do Suplemento de Ouro, comemorativo aos 20 anos de atividades da gravadora Continental. O Suplemento reuniu 22 álbuns lançados  pelos artistas contratados da Continental e da MusiColor,  um dos  cinco selos da gravadora paulista. Entre os discos que compunham o Suplemento de Ouro estava o segundo LP  do grupo The Clevers.  (Acervo: Cinelândia, Rio de Janeiro, nº266, p. 64,1ª quinzena de dezembro de 1963)

1963 – A página Na roda do rock, da revista carioca Cinelândia, publica a lista de pedidos de  vários artistas ao Papai Noel, no final de 1963. O conjunto The Clevers pediu “A mesma sorte que nos acompanha, união entre os componentes e, aos fans (sic) e amigos, o que de melhor desejarem.” (Acervo: Cinelândia, Rio de Janeiro, nº266, p. 23, 1ª quinzena de dezembro de 1963)

1964 – A coluna Últimas notícias da revista Intervalo divulga nota sobre a entrega, no dia 25 de janeiro de 1964,  do prêmio Chico Viola para os escolhidos pela crítica em 1963. “Entre os ganhadores: Moacyr Franco, Altemar Dutra, The Clevers, Silvinho, Trio Esperança, Agnaldo Rayol, e Anísio Silva(…)” (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 55, p. 59, 26 de janeiro a 1 de fevereiro de 1964)

1964 – A banda The Clevers  formada por  Manito, Mingo, Neno, Netinho e Risonho posa com  o primeiro troféu Chico Viola ganho pelo sucesso alcançado com a música El Relicario, de Padilha, gravada em seu primeiro 78RPM.  (Acervo: Contigo: Documento Musical Jovem Guarda, São Paulo,  p. 28-29, 2004.) 

1964 – O primeiro troféu Chico Viola recebido pela banda The Clevers/  Os Incríveis devido ao sucesso obtido com a música El Relicario, de Padilha, foi motivo de capa da revista Melodias, “ a revista da mocidade”,  publicada no ano de 1963. (Acervo: Melodias,São Paulo, nº63,  capa, 1964)

1964 – A revista Cinelândia divulga o lançamento do álbum Carnaval 64, da gravadora Continental , que tem duas músicas de autoria de Antonio Aguillar, cantadas por ele,  com acompanhamento do grupo The Clevers: “Menina Twist” e “Maria do Rebolado”. (Acervo: Cinelândia, Rio de Janeiro, nº270, p. 75, 1ª quinzena de fevereiro de 1964)

1964 – A página Discos em  Cinelândia, da revista Cinelândia, da primeira quinzena de fevereiro de 1964, anuncia a vinda da cantora italiana Rita Pavone para o Brasil no mês de junho.  (Acervo: Cinelândia,  nº270,p. 74, 1ª quinzena de fevereiro de 1964) 

1964 – A revista Cinelândia divulga na sessão Cinelândia Aconteceu, de sua página Discos em Cinelândia,  as  apresentações diárias feitas pelo grupo The Clevers a bordo do navio Princesa Leopoldina durante  o cruzeiro marítimo Real Tour. A banda inaugurava, já no inicio da década de 60, a  tendência de shows apresentados  a bordo de navios, por astros da música. (Acervo: Cinelândia, Rio de Janeiro, nº271, p.74, 2ª quinzena de fevereiro de 1964) 

1964 – Na primeira quinzena de maio de 1964, a revista Cinelândia publica, na página Cinelândia Aconteceu, nota e foto divulgando a temporada de sucesso de 4 dias da banda The Clevers no Rio de Janeiro. (Acervo: Cinelândia, Rio de Janeiro, nº276, p. 74, 1ª quinzena de maio de 1964) 

1964 – A chegada de Rita Pavone ao Brasil para a sua temporada nas TV Record, de São Paulo, e TV Rio, foi amplamente divulgada  pelas revistas especializadas em rádio e televisão do país. Na edição de 28 de junho a 4 de julho a revista Intervalo dedicou duas páginas para registrar a chegada da cantora italiana. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº77, p. 14-15, 28 de junho a 4 de julho de 1964) 

1964 – Material  de divulgação das apresentações da turnê oficial  de Rita Pavone no Teatro Record, de São Paulo, em temporada que ia do dia 23 a 28 de junho de 1964. (Foto:  programa distribuído gratuitamente na TV Record, em 1964) 

1964 – Antecipando a temporada oficial de Rita Pavone na TV Record, a cantora italiana, acompanhada do grupo The Clevers,  apresenta-se, no dia 20 de junho,  no programa Reino da Juventude, comandado por Antonio Aguillar naquela emissora de televisão. Na foto estão em primeiro plano  Rita, Aguillar, e, atrás,  o bailarino Bolão que se apresentava no programa Reino da juventude.  (Acervo: Antonio Aguillar)

1964 – Rita Pavone, acompanhada do   maestro Cipriani, ao piano, e do  grupo The Clevers, faz,  no dia  23 de junho de 1964, às 20h, a primeira apresentação da turnê oficial no Teatro Record, de São Paulo. Na mesma noite, às 22h,  a cantora faria sua segunda apresentação.  A foto registra no palco também a presença do  empresário da cantora, Teddy Reno. (Acervo: Antonio Aguillar)  

1964 – No dia 24 de junho de 1964, às 20h, no Teatro Record, São Paulo, Rita Pavone, acompanhada do grupo The Clevers,  faz a terceira das doze apresentações previstas oficialmente na turnê brasileira. Na mesma noite, às 22h, a cantora faria mais uma apresentação. As outras oito apresentações aconteceriam nos dias 25 de junho, na TV Rio e no Clube Sírio Libanês, do Rio de Janeiro; e nos dias 26, 27 e 28  de junho, sempre às 20 e 22h, no Teatro Record, de São Paulo. Contando com a participação extra, ocorrida no dia 20 de junho,  no programa de Antonio Aguillar, a turnê brasileira de Rita Pavone, em junho de 1964, teve treze apresentações da cantora italiana.  (Acervo: foto retirada da Internet)

1964 – O jornal paulista Notícias Populares registra, em nota, o sucesso da turnê de Rita Pavone no Brasil: “RITA PAVONE é sucesso em São Paulo. Nas lojas os seus discos são os mais procurados, no rádio suas músicas são as mais ouvidas e na noite não se fala noutra coisa. A pequena é mesmo elétrica e quando entra no palco liberta sua força de explosão e é toda vibração e comunicabilidade, que arrebata, de uma vez, todo o público, como aconteceu em sua estreia, anteontem , no Teatro Record. O teatro cheio, o público jovem sorrindo e participando inteiramente do espetáculo. (…) Acompanha os espetáculos, um bom conjunto brasileiro, The Clevers(…)” (Acervo: Notícias Populares, São Paulo, nº216,  25 de junho de 1964)

1964 – Em junho de 1964, o programa Brotos no 13, da TV Rio, passa a ser comandado pelo compositor, apresentador, e animador cultural, Carlos Imperial. Para a estreia da nova fase do programa, no dia 25 de junho, Imperial conseguiu, por intermédio de  um amigo comum com Teddy Reno, que a cantora Rita Pavone fizesse uma apresentação extra acompanhada do grupo The Clevers. Na foto, o registro da participação da cantora na TV Rio. (Acervo: fotos retiradas da Internet)

1964 – A revista Intervalo publica texto assinado por Fernando Morgado sobre as apresentações de Rita Pavone nas televisões brasileiras. Dona, de acordo com a reportagem,  de um “rosto vivaz e inteiramente cobertos de sardas, os olhos largos e vivos, e os cabelos curtinhos e rebeldes(…)”, Rita confirmou, com suas apresentações nos palcos brasileiros o porquê de ser conhecida no meio artístico internacional como  “o fenômeno musical da Itália”; “A pequena diva da canção italiana”; e “A maior-menor cantora do mundo”.  (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº77, p. 6, 28 de junho a 4 de julho de 1964) 

1964 – Encerrada a temporada de Rita Pavone no Brasil, o jornal Diário da Noite, de São Paulo, divulga nota elogiando a participação do grupo The Clevers escalado pelo maestro da cantora italiana para acompanhar Rita em sua turnê brasileira: “(…) A princípio todos julgavam que a execução musical fosse comum, mas depois do primeiro programa, tudo se transformou. O público vibrou com os acordes musicais e sentiu o alto valor do conjunto já consagrado pela crítica. Agora, The Clevers é o conjunto preferido de Rita Pavone, e suas viagens ao Rio com a cantora confirmaram o que dele se disse, talvez um dos poucos conjuntos em todo o mundo que se adapta facilmente a qualquer gênero musical(…)” (Acervo: Diário da Noite, São Paulo, nº12.117, p. 21, 13 de julho de 1964)

1964 – A Revista do Rádio publica reportagem de quatro páginas com a banda The Clevers registrando a primeira viagem do grupo para apresentações no Rio de Janeiro.  Na reportagem, a revista divulga uma breve biografia de cada um dos componentes da banda, e a informação dos 10 prêmios recebidos durante o seu primeiro ano de atuação. (Acervo: Revista do Rádio,  Rio de Janeiro, nº 768,  25 de julho  de 1964) 

1964 – A edição argentina da revista Radiolândia publica reportagem de duas páginas sobre o suposto namoro entre a cantora italiana Rita Pavone e o baterista Netinho, da banda The Clevers. Perguntado pela equipe de reportagem sobre um possível casamento, o baterista respondeu: “(…) Não sei dizer se nos casaremos logo (…)”. A reportagem informa que Netinho “(…)recebeu algumas cartas de Rita e telefonou uma vez para  Roma(…)” . À pergunta feita pelo jornalista sobre quem seria o chefe da família caso ele se casasse com Rita, o músico respondeu: “ (…)Com certeza, eu. (…) Você tem que ter uma compreensão absoluta, mas é o homem que deve decidir na última instância(…)” (Acervo: Héctor Luiz Bernardi. Radiolândia, Buenos Aires, 7 de agosto de 1964). 

1964 – Reportagem de  Carlos Imperial intitulada “Rita em poucas palavras” para a página O mundo é dos brotos, assinada por ele para a Revista do Rádio, revela “passagens interessantes de Rita” durante sua temporada no Brasil, em 1964. Segundo Imperial, Rita foi a convidada especial de seu programa de estreia na TV-Rio, uma concessão dada por  Teddy Reno, o empresário da cantora, que era amigo de José Luís Alcântara, amigo de Imperial. Sobre a apresentação na TV-Rio, Rita Pavone achou que Carlos Imperial tinha uma “boa conversa”, por ter “convencido Teddy a levá-la gratuitamente ao programa, pois ele é duro na queda”. Durante a conversa com Rita Pavone, Imperial soube que ela achou o  Rio “maravilhoso” , e que achou “João Gilberto espetacular. Ele tem a maneira tão diferente de cantar que conquistou logo a juventude italiana”. Rita pediu para Imperial que agradecesse a Sérgio Murilo pelo martelo que ele enviou para ela. Falou também sobre os novos cantores italianos que estavam surgindo e sobre a atuação do grupo The Clevers, com quem ficou “maravilhada, dizendo que iria levá-lo para a Itália na sua volta”. Sobre o possível romance com o baterista Netinho, Rita, segundo registro  de Imperial,  “desconversou com uma bruta gargalhada”. (Acervo: Revista do Rádio,Rio de Janeiro,  nº 777, p. 32, 8 de agosto de 1964)

1964 – Momentos antes de embarcar para a Itália para acompanhar a turnê da cantora Rita Pavone por cidades daquele país, os músicos da banda The Clevers receberam de Alfredo Corleto, o Chefe de Divulgação e Relações Pública da gravadora Continental,  um  emblema de ouro com a etiqueta da gravadora feito especialmente para os músicos, como forma de reconhecimento pela atuação deles acompanhando a cantora italiana no Brasil. Na foto publicada na revista Intervalo,  de agosto de 1964, Mingo recebe, das mãos de Alfredo Corleto, o emblema. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº84,  p.26, 16 a 22 de agosto  de 1964)

1964 – O jornal Notícias Populares reproduz uma entrevista dada pela cantora italiana à Agenzia Nazionale Stampa Associata , (ANSA) ,a principal agência de notícias italianas, sobre  o início de seu “namoro” com o baterista Netinho, do grupo The Clevers. No texto, a cantora diz: “São Paulo ficou lá distante, a mais de seis mil quilômetros de oceano. Lá ficou Netinho Luiz Franco, meu primeiro amor (…)”  Sobre o início de seu amor, a “menina prodígio respondeu que a causa de tudo foi um ramalhete de rosas e um bilhetinho(…) que trazia a assinatura de Netinho”. (Acervo: Notícias populares. São Paulo, 1964) 

1964 – Com o título Rita Pavone: Meu amor brasileiro, a Revista do Rádio divulga reportagem na qual a cantora italiana Rita Pavone fala sobre o seu propalado namoro com o baterista Netinho, alimentando ainda mais a dúvida sobre a verdadeira história  do romance entre os dois artistas: “Estou muito feliz por ter conhecido Netinho quando estive no Brasil, em julho passado. Eu jamais poderia imaginar que, depois de uma longa viagem pelos Estados Unidos e outros países, iria encontrar, na terra adorável de que tanto me falaram, o jovem que faria meu coração bater mais depressa. (…)”.  (Acervo: Revista do Rádio, Rio de Janeiro, nº787, p. 6-7, 17 de outubro de 1964)

1964 – O suposto namoro entre o baterista brasileiro Netinho e a cantora italiana Rita Pavone repercutiu na imprensa de todo o mundo como comprovam os recortes das revistas especializadas em música jovem da Espanha, Itália, e  da Alemanha . Nas legendas das fotos, informações sobre o pretendente brasileiro de Rita e o convite feito por ela para que ele fosse para a Itália acompanhá-la em sua turnê por diferentes cidades italianas.  (Acervo: https://ritapavoneinterview.blogspot.com/2013/01/

1964 – A edição 790 da Revista do Rádio traz reportagem de duas páginas sobre o propalado romance entre o baterista Netinho e a cantora Rita Pavone iniciado durante as apresentações da cantora italiana no Brasil. Na reportagem, o baterista garante que os dois iriam se casar até 1965. (Acervo: Revista do Rádio, Rio de Janeiro, p. 41,   22 de agosto  de 1964

1964 – A Revista do Rádio publica reportagem intitulada Rita Pavone mandou chamar o seu amor paulista onde noticia a ida do grupo The Clevers para a Itália para acompanhar a cantora em uma turnê por várias cidades italianas. (Acervo: Revista do Rádio, Rio de Janeiro, nº780, p. 42-43, 29 de agosto de 1964) 

1964 – Teddy Reno,  a senhora Pavone, Rita e Netinho são flagrados pelos paparazzi italianos quando visitavam a cidade praiana  de Viareggio.   (Acervo: https://ritapavoneinterview.blogspot.com/2013/01/

1964 – Em  matéria de capa, a revista Intervalo publica reportagem sobre o veto do pai de Rita ao possível casamento entre a filha e o baterista Netinho. A reportagem, não assinada, traz o ponto de vista da revista sobre  o possível “namoro” visto como: “(…) Golpe publicitário, ou flerte inconsequente  aproveitado para fins de propaganda; namoro de verdade, ou simplesmente uma série de pequenas evidências que a imprensa encadeou e explorou – o fato é que o caso Pavone-Netinho corre o mundo através dos teletipos enquanto os ‘Clevers’ correm a Itália com esse estímulo (…)”. A reportagem   comenta também a declaração dada por Netinho à revista italiana TV Illustrazione em reportagem intitulada Operação Baterista: “Se Rita estiver de acordo caso já (…)”; e registra a reação do pai de Rita: “(…) não se fala mais em noivado porque Papai Pavone se rebelou contra esse expediente publicitário (…)”, e também a reação das fãs brasileiras que chegaram a preparar uma “manifestação nacionalista” contra o suposto casamento entre Rita Pavone e o baterista Netinho. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº87, capa, p.6- 7, 6 a 12 de setembro de 1964)

1964 – Com o título Avô de Netinho também veta o casamento com Rita, a revista Intervalo publica matéria de duas páginas informando sobre veto dado pelo avô de Netinho e pelo pai de Rita Pavone ao possível casamento entre Rita  e Netinho divulgado  pelas mídias italiana e brasileira, e registra depoimento de Netinho sobre a ida da banda The Clevers para a Itália para acompanhar Rita Pavone em sua turnê. (Acervo: Intervalo, São Paulo, n.º 90, p. 33, 27 de setembro a 3 de outubro de 1964) 

1964 – A coluna Clube do Clan, da revista Intervalo, informa sobre coincidência das temporadas de Rita Pavone e The Clevers na Argentina e Uruguai em dezembro. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 93, p. 23, 18 a 24 de outubro de 1964) 

1964 – A página Jornal da TV da edição carioca da revista Intervalo publica nota sobre o assédio das fãs sofrido pelo  baterista Netinho por ocasião de uma apresentação da banda The Clevers na TV-Rio. (Acervo: Intervalo, Rio de Janeiro, nº 94, p. 28, 25 a 31 de outubro de 1964)

1964 – A página Intervalo Musical da revista Intervalo divulga o lançamento de dois compactos da banda The Clevers: um duplo, e um simples, gravados para a Continental. (Acervo: Intervalo, São Paulo,  nº 96, p. 26, 8 a 14 de novembro de 1964) 

1964 – A coluna Clube  do Clan, da revista Intervalo, publica uma nota sobre  desavenças  entre Antonio Aguillar e a banda The Clevers motivadas pelo  registro do nome da banda. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 99, p. 27, 29 de novembro a 5 de dezembro de 1964)

1964 – A Revista do Rádio publica reportagem sobre o grupo The Clevers , recém chegado da turnê com Rita Pavone por cidades italianas. Com o título Cinco brotos paulistas tomam conta do mundo, a revista registra as atividades paralelas dos músicos, “(…)Estudantes, todos eles se preparam para a conquista de diplomas” sendo Neno, estudante de Direito; Risonho se aperfeiçoando em idiomas; Mingo estudando contabilidade; Manito cursando a quinta série do Conservatório Musical  de São Paulo; e, Netinho, cursando o Científico. (Acervo: Revista do Rádio, Rio de Janeiro, nº795, p. 20-21, 12 de dezembro de 1964)

1964 – A página Intervalo musical, da revista Intervalo, divulga nota com o título Os Incríveis portenhos, sobre a temporada do grupo na Argentina após a viagem à Itália. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 101, p.30, 13 a 19 de dezembro de 1964)

1964 – Em matéria de capa, a revista paulista 7 dias na TV divulga reportagem assinada por Sérgio Baklands sobre a possível saída do baterista Netinho da banda The Clevers/Os Incríveis para participar de um filme de produção argentino-brasileira,  e comenta o envolvimento  do músico com a cantora italiana Mary di Pietro. (Acervo: 7 dias na TV, São Paulo, 1964) 

1965 – A revista Intervalo publica, na sessão Canções da semana, a letra da música In ghinocchio da te, de Migliacci e Zambrini, trazida da Itália pela banda The Clevers e gravada pelos músicos para a gravadora Continental. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 106, p. 31, 17 a 23 de janeiro de 1965) 

1965 – A revista  Intervalo, de 24 a 30 de janeiro de 1965, publica matéria resumindo a briga entre Antonio Aguillar, a gravadora Continental, a gravadora CBS argentina, e os músicos da banda The Clevers/Os Incríveis pelo  direito de uso do nome da banda . (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 107,  p. 12-13, 24 a 30 de janeiro de 1965)

1965 – Ainda sobre o embate Antonio Aguillar/The Clevers, a  sessão Jornal da TV da revista Intervalo publica nota sobre oferta feita pelos advogados dos músicos da banda The Clevers para Aguillar desistir do registro do nome da banda. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 109, p. 22, 7 a 13 de fevereiro de 1965)

1965 – Em matéria  de três páginas, a revista Intervalo publica a reportagem Cartas mostram futuro de Rita Pavone, relatando a ida da cantora a uma famosa cartomante italiana que lhe revelou o que ela poderia  esperar de seu futuro artístico. Em relação ao namoro  com o baterista brasileiro, Netinho, “o rei de ouros e as cartas vizinhas não foram favoráveis (…) tudo indicando que não haverá casamento. (…)”. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 112, p. 11-13, 28 de fevereiro a 6 de março de 1965) 

1965 – A revista Intervalo, publica, na página Intervalo Musical,  nota intitulada “’Beatles’ nativos” informando que  o conjunto Os Incríveis, “atualmente em temporada de sucesso em Buenos Aires, incluiu no repertório músicas cantadas no estilo Beatles(…)”.  (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº120, p. 32, 25 de abril a 1º de maio de 1965)

1965 – A Revista do Rádio publica, em sua página Flagrantes,  foto da banda The Clevers/Os Incríveis com o cantor, pianista e compositor norte-americano Neil Sedaka, com quem se apresentaram em Montevidéu: “Sucesso – O ex-conjunto The Clevers, agora chamado Os Incríveis, está fazendo um giro artístico pelo continente, marcando sucesso total. Haja vista a apresentação que fizeram em Montevidéu, pelo canal 12, ao lado de Neil Sedaka. Netinho e seus companheiros são cartazes”. (Acervo: Revista do Rádio, Rio de Janeiro, nº816, p.45, 8 de maio de 1965) 

1965 – Após a viagem à Itália acompanhando a turnê de Rita Pavone, os músicos da banda The Clevers/Os Incríveis  chegam ao Brasil dispostos a  se tornarem donos do nome The Clevers registrado pelo empresário do grupo, Antonio Aguillar. Em maio de 1965, a revista Intervalo publica reportagem de quatro páginas onde expõe o motivo dos músicos  do grupo terem dado início à  disputa judicial pelo registro do nome da banda. (Acervo: Intervalo, São Paulo,  nº 124, p. 9-12, 23 a 29 de maio de 1965)

1965 – A revista italiana Tutta Musica TV publica reportagem de capa com o título Rita Pavone: come ho lasciato Netinho (Rita Pavone: Como eu deixei Netinho).  No texto da reportagem, Rita “de volta à Itália de uma turnê que começou em Ottawa, Canadá, passando por Buenos Aires, São Paulo e Rio, diz que seu romance com o baterista brasileiro Netinho acabou e ela está pronta para começar o Cantagiro [festival de música  conhecido por ser um concurso musical itinerante que percorria diferentes cidades italianas]”. (Acervo: Tutta Musica, Roma,  27 maio de 1965, capa)

1965 – A revista Intervalo publica uma série de quatro  reportagens com o baterista Netinho dando sua versão  sobre o propalado romance com a cantora italiana Rita Pavone. Assinadas pelo jornalista Ricardo Moura e ilustradas pelas fotos de Amilton Vieira, as reportagens foram publicadas em quatro números seguidos da revista sendo Netinho conta a história de um amor inacabado, o  título da primeira delas. Nessa reportagem, Netinho narra como teve início o “namoro” com Rita Pavone: “Nosso amor começou como todos os amores. De pequenos olhares, flores e gentilezas. Começou quando fomos contratados por Teddy Reno e as Emissoras Unidas para acompanhar Rita Pavone em sua temporada no Brasil(…)”  (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº125, capa, p. 4-6,30 de maio a 5 de junho de 1965)

1965 – Depois do primeiro beijo, Rita prometeu casar comigo é o título da segunda das quatro reportagens publicadas pela revista Intervalo sobre o “romance” entre o baterista Netinho, da banda The Clevers/Os Incríveis, e a cantora Rita Pavone. Nessa reportagem, o baterista  fala sobre a dificuldade de  se aproximar de Rita: “(…) Depois do show fomos todos jantar juntos. Nossa intimidade não aumentava – embora eu e Rita o desejássemos – porque sua mãe não tirava os olhos de cima de nós. Somente depois de uma semana, em minutos roubados, é que conseguimos conversar, trocar ideias. Mas não passou disso. Até chegarmos à Sardenha(…)” (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº126, p. 18-20, 6 a 12 de junho de 1965)

1965 – A terceira das quatro reportagens publicadas na revista Intervalo com o baterista Netinho da banda The Clevers/Os Incríveis sobre o seu “namoro” com a cantora italiana Rita Pavone,  era uma matéria de capa com  o título Teddy Reno sabotou o meu romance com Rita. Nessa terceira reportagem, o baterista Netinho  fala sobre a ida de Rita Pavone à Argentina onde o grupo The Clevers/Os Incríveis estava cumprindo temporada,  e o cerco fechado em torno da cantora formado pela mãe e pelo empresário dela  após a divulgação das fotos de Netinho com a cantora Mary di Pietro. 

A reportagem repercutiu na imprensa italiana que publicou, na revista Sorrizi e Canzoni, matéria contestando a afirmação do baterista brasileiro com o título: “Strane ‘rivelazioni’ a scoppio ritardato dello spasimante brasiliano della Pavone: Netinho rivela in um articolo tutto il suo amore per Rita e accusa Teddy Reno e la madre della cantante di averli sempre ostacolati”(…)” (“Estranhas ‘revelações’ com uma explosão tardia do pretendente brasileiro de Pavone: Netinho revela em um artigo todo o seu amor por Rita e acusa Teddy Reno e a mãe da cantora de sempre os terem atrapalhado”)

 A reportagem da revista  italiana terminava  acreditando em uma conciliação futura entre o jovem baterista e o empresário de Rita Pavone, Teddy Reno: “(…)quando o xodó passar definitivamente (…).” (Acervo: Intervalo. São Paulo, nº 127,  p. 14-16,  13 a 19  de junho  de 1965)

1965 – A revista Intervalo publica a quarta e última reportagem sobre o suposto  “romance” entre Rita Pavone e o baterista Netinho. Nessa matéria,  o baterista comenta sobre o fim do “namoro”  sem encerrar o assunto que rendeu tantas reportagens, ao afirmar que acreditava que “Rita ainda me ama”. (Acervo; Intervalo, São Paulo, nº128, p.20-21, 20 a 26 de junho de 1965)

1965 – Sob o título “Não procedem as acusações dos Incríveis contra Aguillar”, a revista Intervalo dá direito de resposta ao empresário Antonio Aguillar sobre reportagem publicada anteriormente na qual os músicos de Os Incríveis denunciaram  o empresário  como um “explorador de jovens inexperientes”. Na reportagem-resposta, Aguillar contesta cada uma das acusações feitas pelos músicos.   (Acervo: Intervalo, São Paulo,nº 126, p. 6-7,  6 a 12 de junho de 1965)

1965 – Na página Intervalo para conversa, da revista Intervalo, fã pede que a revista dê apoio para os músicos da banda no embate com o empresário Antonio Aguillar sobre os direitos de uso do nome. A revista respondeu dizendo que: “Intervalo ouviu as duas partes (…) para que os leitores pudessem julgar por si mesmos.(…)”  (Acervo: Intervalo, São Paulo , nº 127, p. 32, 13 a 19  de junho  de 1965)

1965 – Com o título Roberto Carlos foge para não ficar nu, a revista Intervalo publica reportagem sobre a estreia do programa Jovem Guarda, na TV Record, de São Paulo. Segundo a revista, dos artistas presentes no primeiro programa, “quem arrancou maior vibração da plateia foram os antigos Clevers, hoje Os Incríveis, que mandaram brasa, de Netinho e tudo”. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 139, p. 15, 5 a 11 de setembro de 1965) 

1965 –  Com uma foto em página dupla da cantora italiana Rita Pavone, a Revista do Rádio, de setembro de 1965, noticia o fim do suposto namoro entre a cantora e o baterista Netinho da banda The Clevers. Segundo a revista, a cantora confessou, aos amigos, “(…) que tudo não passou de um breve flerte de brotos, embora pensasse diferente, naquela época(…)”(Acervo: Revista do Rádio, Rio de Janeiro,  nº834, p.30-31, 11 de setembro   de 1965)

1965 – A revista Intervalo, de 31 de outubro a 6 de novembro de 1965, publica previsões sobre os signos de diferentes artistas da música jovem no Brasil dedicando duas páginas para os  músicos da primeira formação da banda Os Incríveis quando Neno ainda fazia parte do grupo. A reportagem mantém a informação incorreta  de que  o vocalista Mingo havia nascido no dia 1º de janeiro. A data correta de nascimento do vocalista, compositor,  e multi-instrumentista  Mingo é  6 de dezembro de 1943. (Fonte: Acervo Intervalo, São Paulo, p. 16-20,  31 de outubro a 6 de novembro de 1965) 

1965 – Após o embate entre os músicos da banda Os Incríveis e o empresário Antonio Aguillar pela posse do nome  da banda, a Revista do Rádio publica reportagem  que traz, no título, o novo nome da banda: “Eles são “incríveis” por causa da lei…” (Acervo: Revista do Rádio, Rio de Janeiro, nº847, p.20-21, 11 de dezembro de 1965) 

1965 – A programação dos canais de televisão de diferentes capitais brasileiras divulgada pela revista Intervalo,  registra a participação da banda Os Incríveis no programa Jovem Guarda. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 153, p. 51, 18 de dezembro de 1965)

1965 – A revista Intervalo publica matéria intitulada Psiu dá briga no iê, iê, iê.  Os Incríveis separados cinco dias , onde relata um momento de tensão entre os integrantes do grupo que ocasionou o afastamento de Manito por cinco dias. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 155, p.12-13, 26 de dezembro de 1965 a 1º de janeiro de 1966)

1966 – A Revista do Rádio, de número  858, divulga nota sobre lançamento de mais um single  gravado pela banda Os Incríveis para o selo Continental  com as músicas Tua Voz, de Alain Barrière, e Lucille, de Collins e Penniman. (Acervo: Revista do Rádio, Rio de Janeiro, nº 858, p. 37, 26 de fevereiro de 1966)

1966 – A revista Intervalo publica reportagem de capa com o baterista Netinho, da banda Os Incríveis, falando de seus amores antes e depois de Rita Pavone. (Acervo : Intervalo, São Paulo,  nº166, capa, p. 3-5, 13 a 19 de março de 1966) 

1966 – A revista 7 dias na TV publica matéria sobre a tumultuada transferência  dos músicos da banda Os Incríveis da TV Record  para a TV Excelsior.  De acordo com a reportagem, os músicos foram procurados  por uma empresa patrocinadora para apresentarem  um novo programa  na Record que recusou a proposta. Os músicos solicitaram então um  reajuste em seus salários, que também foi negado. Anteriormente, os músicos haviam recebido um convite da  TV Excelsior para participarem do programa Excelsior a go go com a promessa de, futuramente, apresentarem um programa próprio. Diante dessa oferta, dirigiram-se à direção da TV Record para pedirem sua liberação da emissora que foi recusada. Com receio de que os rapazes não participassem do programa Jovem Guarda,  a direção da emissora “(…)solicitou a presença da polícia no sentido de impedir a saída dos artistas. (…)Mingo iludiu a vigilância policial, correu pela rua afora, dirigindo-se ao canal 9 onde acertou os últimos detalhes para a contratação e estreia do conjunto naquele mesmo dia. Retornou mais tarde empunhando o cheque correspondente à multa contratual, 5 milhões de cruzeiros, e foram liberados”.  (Acervo: Revista 7 dias na TV, São Paulo, p. 30-31,  28 de março a 3 de abril de 1966)

1966 – A tumultuada mudança  da banda Os Incríveis da TV Record para a TV Excelsior repercutiu na imprensa de outras capitais. Em Curitiba, a revista TV Programas, editada pelo jornalista Luiz Renato Ribas, registrou o episódio classificando-o de “rocambolesco”. (Acervo TV Programas, Curitiba, 1966) 

1966 – Em 1966, a TV Excelsior, de São Paulo, divulga, para a imprensa escrita, foto com todo o elenco da emissora. Na foto estão Procópio Ferreira, Wanderley Cardoso, João Roberto Kely, Renato Aragão, Francisco Cuoco, Stanislaw Ponte Preta, Regina Duarte, Rodolfo Mayer, Glória Menezes, Tarcísio Meira, Jacinto de Thormes, Ivan Mesquita, José Vasconcelos, Costinha, Íris Bruzzi, Rogéria, Dionísio Azevedo, Castrinho, Ivon Cury, Paulo Celestino, Wilton Franco, Nora Mello, Zélia Martins, Ary Leite, César de Alencar, José Messias, Nair Belo, Eduardo Araújo, Carlos Zara, Lígia Costa, Gilda Müller, Fernando Garcia, Cid Moreira, Newton Carlos, Oswaldo Sargentelli, Waldir Maia, Mauro Gonçalves, Tutuca, Geraldo Alves, Silvinha, Vanuza, Bubi, Iaratan, Altair Lima, Átila Iório, Carlos Renato, Hercule Varetto, Ivanize, Roberto Luna, Paulo Aragão, Ligia Rinelli, Alexandre Gnatalli, Coral Stephanne, Tarcísio Hollanda, Vilas Boas Corrêa, Alberto Eça, Heloiza Mallard, Adelaide, Martim Francisco, Silva Araújo, Therezinha Eliza, Adélia Iório, Agnaldo Batista, Carlos Kurt, Dedé Santana, Dino Santana, Mário Almari, Nena Napoli, Ribeiro Fortes, Roberto Guilherme, e Os Incríveis (sentados  embaixo).  (Imagem: Acervo  Hemeroteca Folha de São Paulo, 1966)

1966 – Divulgação do programa semanal  Excelsior a go go comandado por Luiz Aguiar e Jerry Adriani que tinha, como artistas,  todo o cast da TV Excelsior, de São Paulo, inluindo a banda Os Incríveis.  (Acervo: Contigo, São Paulo, 31 de abril de 1966) 

1966 – A estreia do programa comandado pela banda Os Incríveis na TV Excelsior, canal 9, de São Paulo, e o futuro lançamento do filme realizado pelos músicos da banda em cinco países da Europa e no Brasil, foram divulgados pela  revista paulista Melodias que destinou duas páginas para uma reportagem  sobre a banda  informando sobre as novas atividades dos músicos de Os Incríveis. (Acervo: Melodias,São Paulo,  p. 12-13, 1966)

1966 – A sessão Galeria Contigo que divulgava fotos em cores de artistas brasileiros, publica foto colorida da banda Os Incríveis. Foto: Roger Baster. (Acervo: Contigo, São Paulo, encarte, 1966) 

1966 – Quando as ações previstas pela banda Os Incríveis  já haviam sido noticiadas exaustivamente pelas  revistas e jornais, as revistas especializadas em música e televisão criavam situações com os músicos que pudessem ser noticiadas. Um exemplo é a reportagem “Os Incríveis Oh! Que delícia de vida!” publicada pela revista Intervalo, em 1966, que registrou um passeio dos músicos por um dos parques da cidade de São Paulo. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº221, p. 22-23, 2 a 8 de abril de 1967)

1966 – A reportagem Os Incríveis vão enfrentar Os Beatles na Inglaterra publicada pela revista Intervalo,  registra os planos dos músicos de Os Incríveis durante sua permanência na Inglaterra por ocasião da Copa do Mundo de 66: “(…)Enquanto Pelé e os canarinhos estiverem acertando bolas nos arcos adversários, no verde gramado de Wembley, Os Incríveis, possivelmente, estarão se exibindo para inglês ver numa boate na terra dos reis do iê-iê-iê. Ninguém duvida do sucesso dos brasileirinhos que , de qualquer maneira, levam na bagagem 20 milhões de cruzeiros trocadinhos em dólares para adquirir um instrumental espetacular, tão bom quanto o dos cabeludos de Liverpool (…)”. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 171, p. 12-13, 17 a 23 de abril de 1966)

1966 – Em 1966,  a banda Os Incríveis,  e outros artistas brasileiros,  embarcam rumo à Europa como contratados do navio Princesa Leopoldina que levava turistas brasileiros que iriam assistir aos jogos do Brasil na Copa do Mundo, a ser realizada em Londres. A  viagem  do grupo foi matéria  de capa da revista Intervalo, de 1 a 7 de maio de 1966, da Editora Abril, de São Paulo. Acervo: Intervalo, São Paulo, nº173, capa, p. 20-21, 1 a 7 de maio de 1966)

1966 – Na página Intervalo Musical, a revista Intervalo divulga nota informando que Antonio Aguillar vendeu o nome The Clevers,  por “5 milhões de cruzeiros”,  ao músico José Francisco Monteiro, “(…)líder do conjunto, que está sob a orientação de Edi Silva, secretária de Roberto Carlos (…)”. (Intervalo, São Paulo, nº179, p. 20, 12 a 18 de junho de 1966)

1966 – Na sessão Jornal da TV, a revista Intervalo, de 31 de julho a 6 de agosto, publica nota sobre o sucesso do baterista Netinho entre as garotas que viajavam no navio que levava turistas brasileiros para assistirem aos jogos da Copa do Mundo, na Inglaterra. Nessa viagem, Netinho conheceu a mulher com quem se casaria descrita, no texto, como sendo “uma bonita moreninha” com quem o músico dançou após um quadro de humor apresentado pela banda para os turistas. Na foto, Netinho (o noivo), e Manito (a noiva), encenam  um casamento  caipira no navio Princesa Leopoldina. (Acervo: Intervalo, São Paulo, p. 24, 31 de julho a 6 de agosto de 1966)

1966 – A revista Melodias publica a fotonovela Milagre da Juventude protagonizada  pelos músicos da banda  Os Incríveis. Com texto original de Fred Jorge, produção de Armando A. Lopes, direção de Pedro Alberto Bello, fotografia de Nicanor L. Martinez, Iluminação de Fausto Le Pera, e legendas de Paulo Ribeiro, a fotonovela contou, além dos músicos de Os Incríveis,  com a participação de Guilherme Fantin, no papel do Padre Marcelo; Cidinha Santos, no papel de Beatriz; José da Cunha e Dona Irene Lemos da Cunha nos papéis de pais de Beatriz.  (Acervo: Melodias, São Paulo,  nº 108, p. 54-67,agosto de 1966)

1966 – A revista Intervalo publica matéria de duas páginas anunciando a volta da banda Os Incríveis após  excursão pela Europa. Com eles vinham  “ 50 milhões de cruzeiros em instrumentos, um filme colorido da viagem (Os Incríveis neste mundo louco), e um samba jovem gravado em Londres (My mummy put sugar on me)(…)”. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº191, p. 18-19, 4 a 10 de setembro de 1966)

1966 – Reportagem  de duas páginas da revista Intervalo sobre as novas telenovelas previstas para o ano de 1966 traz a informação de que os músicos da banda Os Incríveis ganhariam uma novela musical, “com muito calhambeque, muitas peripécias engraçadas, muita movimentação”.  (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 192, p. 17, 11 a 17 de setembro 1966) 

1966 – Em reportagem intitulada Netinho detesta as intelectuais, a revista Intervalo revela informações sobre a infância e adolescência do baterista Netinho na cidade do litoral paulista, Itariri, sobre diversão, prato e bebidas favoritos, e o seu tipo ideal de mulher: “(…)gosta de mulheres quietas, magras, de cabelos longos, e olhos bonitos. (…) Nada de mulheres intelectuais, nem esnobismo, nem cabelos muito arrumadinhos(…)”. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº193, p. 18, 18 a 24 de setembro de 1966) 

1967 – Sob o título Os Incríveis vencem onda de azar, a revista Intervalo, de 5 a 12 de fevereiro, publica reportagem sobre defeitos apresentados por alguns equipamentos usados pelo grupo, e a recusa do sociólogo Roberto Freire  ao convite feito  para escrever uma telenovela que teria os músicos como protagonistas. Em contrapartida,  o filme realizado pelos músicos na Europa estava recebendo os últimos ajustes,  e eles passariam a apresentar um programa semanal na TV Excelsior, de São Paulo. (Fonte: Intervalo, São Paulo. nº 212, p. 26, 5 a 12 de fevereiro de 1967)

1967 – Divulgação da estreia do programa Os Incríveis, na TV Excelsior, canal 9, de São Paulo, o segundo programa dos quatro apresentados pela banda em emissoras de televisão paulistas. O primeiro havia sido The Clevers Show, na TV Record, em 1964; o terceiro, Os Incríveis, na TV Tupi, canal 4; e, o último, Podes crer, amizade, em 1971, na TV Record. Acervo: Folha de São Paulo, São Paulo, 1967)

1967 – Na reportagem O incrível Xarope Holmes, a revista Intervalo divulga o futuro lançamento dos músicos de Os Incríveis de um boné semelhante ao usado pelo detetive Sherlock Holmes. O nome “Xarope” dado ao boné era uma brincadeira do grupo com uma das gírias da época que definia uma pessoa “desligada, por fora de determinado assunto”.  A reportagem também registra a posição alcançada pelo programa apresentado pelos músicos  na TV Excelsior, de São Paulo, que, “(…)Está em primeiro lugar, no horário,  nas cinco capitais onde é levado em vídeofita: Rio, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, e Recife – diz Brancato Junior que é produtor e empresário do conjunto(…)”. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 218, p. 40, 12 a 18 de março de 1967)

1967 – Em 1967, a editora Abril lançou dois álbuns com fotos de artistas  brasileiros e estrangeiros. O primeiro deles, denominado Astros da música popular, reuniu fotos e letras de músicas gravadas por Agnaldo Rayol, Altemar Dutra, Bobby di Carlo, Cauby Peixoto,  Chico Buarque de Hollanda, Chris Montez, Claudete Soares, Claudia, Eduardo Araújo, Elis Regina, Elizete Cardoso, Erasmo Carlos, Frank Sinatra, Geraldo Vandré, Inês Jordan, Jair Rodrigues, Jerry Adriani, Johnny Halliday, Juca Chaves, Leno e Lilian, Moacyr Franco, Nara Leão, The Beatles, Os Vips, Rita Pavone, Roberto Carlos, Ronnie Von, Sérgio Murilo, Wanderlea, Wanderley Cardoso, Wilson Simonal, e Os Incríveis. As fotos estavam inseridas em diferentes edições da revista Intervalo de onde deveriam ser recortadas para serem  coladas no álbum. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 219, 19 a 25 de março de 1967) 

1967 – A página Intervalo para conversa, da revista Intervalo, atende a mais uma das inúmeras  solicitações de fãs pedindo dados sobre os músicos de Os Incríveis acompanhados de foto da banda. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº221, p. 24, 2 a 8 de abril de 1967) 

1967 – A revista Intervalo publica reportagem sobre o filme Os Incríveis neste mundo louco filmado  pelos músicos da banda Os Incríveis por ocasião de   sua viagem à Europa, em 1966.  (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº233, p. 52-53, 25 de junho a 1º de julho de 1967)

1967 – Divulgação, no jornal Folha de São Paulo, da pré-estreia do filme Os Incríveis neste mundo louco.  Realizada no Cine O Lido, a pré-estreia contou  com show de Os Incríveis e apresentação dos artistas que integravam o cast fixo do programa semanal da banda,  na TV Excelsior, de São Paulo. Na pré- estreia  do filme também foi anunciado o sorteio de um calhambeque amarelo Humpmobile, 1928, entre o público que assistisse ao filme durante a temporada de exibição.    (Acervo: Folha de São Paulo, São Paulo, 25 de junho de 1967) 

1967 – Divulgação, no jornal Folha de São Paulo, da segunda semana de sucesso  do filme Os Incríveis neste mundo louco.  No dia 26 de junho de 1967, o filme entrou no circuito comercial sendo exibido em onze cinemas da capital paulista, e em cinemas de todo o país, permanecendo em cartaz por semanas. (Acervo: Folha de São Paulo, São Paulo, 2 de julho de 1967) 

1967 – Entre shows, bailes, programas de televisão, viagens e gravações de discos, os músicos da banda Os Incríveis conseguiam um tempo para um jogo de cartas,  e também para partidas de futebol de salão com times das cidades onde estavam se apresentando.  Essas atividades foram também matéria das páginas 18 e 19, da  revista Intervalo de 9 a 15 de julho de 1967. (Acervo: Intervalo, São Paulo, p.18-19, 9 a 15 de julho de 1967) 

1967 – Time de futebol de salão de Os Incríveis. Uniformizados, e com muita vontade de vencer, os músicos encontravam tempo para realizar partidas de futebol de salão com times existentes nas cidades onde iam realizar shows. Acervo: Intervalo, São Paulo, p.18-19, 9 a 15 de julho de 1967)

1967 – A página Intervalo musical, da revista Intervalo, divulga nota sobre a gravação do primeiro compacto simples da banda Os Incríveis na RCA Victor com as músicas Era um garoto que como eu amava Os Beatles e os Rolling Stones, e Czardas. A música Era um garoto… viria a se tornar um dos megassucessos da banda. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 238, p. 27, 30 de julho a 5 de agosto de 1967)

1967 – A revista carioca Cinelândia divulga nota sobre a mudança de gravadora da banda Os Incríveis: “Mais um cartaz da juventude brasileira acaba de assinar contrato de exclusividade com a RCA Victor: Os Incríveis, conhecidos internacionalmente e que estreia com um compacto simples enquanto prepara o LP. Músicas selecionadas para a estreia do conjunto: ‘Era um garoto que como eu amava Os Beatles e os Rolling Stones, e o clássico Czardas.” (Acervo: Cinelândia, Rio de Janeiro, nº325, p. 52, 1ª quinzena de setembro de 1967) 

1967 – O segundo álbum de fotos de artistas lançado pela editora Abril no ano de 1967, foi o Favoritos da TV  que reuniu fotos e dados biográficos de setenta e dois artistas brasileiros entre músicos, cantores, compositores, humoristas, atores e atrizes, e bandas como Os Incríveis. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 251, 29 de outubro a 4 de novembro de 1967)

1967 – O IBOPE do Estado da Guanabara informa,  na coluna Os discos mais vendidos,  período 9 a 14 de outubro de 1967, que o primeiro  lugar é do compacto Era um garoto que como eu amava Os Beatles e os Rolling Stones, gravado pela banda Os Incríveis, para a RCA Victor. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 252, p. 55, 5 a 11 de novembro   de 1967) 

1967 – Em uma jogada de marketing desvinculada de qualquer cunho político, Brancato Jr., o empresário da banda Os Incríveis, lança a campanha “ E por que não o vermelho?”, com os músicos da banda usando roupas, botas, carros e motos vermelhos, e recebendo contratantes e promotores de eventos no casarão vermelho que sediava o escritório da empresa  Os Incríveis Produções Ltda. A ação de marketing foi tema de reportagem da revista Intervalo, de 17 a 23 de dezembro de 1967. (Acervo: Intervalo, São Paulo, p.22-23, 17 a 23 de dezembro de 1967)

1967 – Em reportagem intitulada “Os Incríveis, nova cor e nova personalidade”, a revista Melodias informa sobre a mudança dos músicos da banda Os Incríveis para a TV Tupi, canal 4, de São Paulo,  onde, vestindo vermelho,  passariam a apresentar o seu terceiro programa semanal de televisão. (Acervo: Melodias, São Paulo, p. 42, 1967)  

1967 – O álbum de figurinhas Os grandes espetáculos da TV, Editora Guaipá , de São Paulo, trazia duas fotos da banda Os Incríveis, de números 151 e 152,  apresentando um de seus programas na TV Excelsior. (Acervo: Os grandes espetáculos da TV, São Paulo, 1967)

1967 – A revista Contigo publica a reportagem Os dez mais do Iê-Iê-Iê onde relata, em breves textos, a trajetória artística e os maiores sucessos de dez bandas brasileiras de música jovem. A banda Os Incríveis abre a reportagem seguida das bandas Som Beat, The Jordans, Os Fevers, RC-7, Os Wandecos, The Bells, The Jet Black’s, Os Baobás, e Os Brasas. (Acervo:  Contigo. São Paulo, nº 49, p.12-15, 1967)

1968 – Uma nota da revista Intervalo, de 14 a 20 de janeiro,  informa sobre o lançamento do álbum Para os jovens que amam Os Beatles, os Rolling Stones, … e Os Incríveis, ocorrido no final do ano anterior. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº262, p.31, 14 a 20 de janeiro de 1968)

1968 – Os músicos da banda Os Incríveis recebem o primeiro de seus  cinco troféus Roquette Pinto. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº272, p.28-29, 24 a 30 de março de 1968; e imagem retirada da Internet) 

1968 – Em reportagem intitulada Incríveis de volta: Japão no ano que vem, a revista Intervalo informa sobre a temporada do grupo no Japão gravando “seis tapes”, e tocando em programas de televisão, boates e clubes para a juventude. “Como novidade trouxeram um equipamento eletrônico que controla luzes coloridas de acordo com o som dos instrumentos”. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 281, p. 14-15, 26 de maio a 1º de junho de 1968) 

1968 – A revista Romântica, de setembro, publica matéria de cinco páginas com a banda Os Incríveis informando sobre o sucesso dos músicos na turnê de dois meses pelo Japão.  Recordistas de vendas entre as bandas brasileiras, Os Incríveis venderam em quinze dias, segundo a reportagem, “mais de  quinze mil cópias do compacto [com] a música japonesa Kokorono-niji” [sendo] que, nas cidades onde existem colônias japonesas, saiu muita briga por causa do disco, com ofertas várias vezes superior ao preço de loja”. A reportagem discorre ainda sobre os equipamentos do grupo: “São mais de oitenta milhões de cruzeiros e tudo importado” como sendo  um dos segredos do sucesso do grupo, “além da versatilidade de ritmos e de línguas”. (Acervo: Romântica, Rio de Janeiro, setembro de 1968, p. 64, 65, 80, 81, 82, nº90) 

1968 – Com o título Os Incríveis de olho em Nova York, a revista Intervalo publicou matéria sobre a possibilidade de os músicos gravarem  o próximo disco em Nova York. Tudo iria depender de atingirem a marca de vendas do último álbum exigida pela gravadora RCA Victor: 50 mil exemplares. Enquanto aguardavam, os músicos apresentavam seu  programa na TV “feito na base do ‘diferente’ com ‘um toque incrível bem acentuado’, como diz Risonho(…)”, e aprendiam como era bom andar de motocicleta: “(…) Cada um deles tem a sua (cada máquina vale 13 milhões velhos), (…)  “com a ajuda de Edgar Soares, o amigo veterano no manejo dessas máquinas”. (Acervo: Intervalo, São Paulo,nº308,  p. 37-38, 1 a 7 de dezembro de 1968)

1968 – Com o título Os Incríveis psicodélicos, a revista Intervalo publica reportagem sobre os equipamentos de luz adquiridos pelos músicos da banda Os Incríveis com o objetivo de  aprimorarem  sua performance no palco de acordo com o que  aprenderam durante a temporada no Japão. Na reportagem, os músicos “(…)Explicam que nos lugares por onde passaram (viajaram também pela Europa e Estados Unidos) aprenderam muita coisa a esse respeito: os conjuntos davam grande destaque às roupas e luzes em seus shows, fazendo disso um espetáculo à parte(…)”.  (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº311, p. 38, 22 a 28 de dezembro de 1968) 

1968 – Os músicos de Os Incríveis recebem o segundo Troféu Chico Viola pelo sucesso de vendas das gravações das músicas Kokorono-niji, de Hashimoto e Inque; e Israel, de Zambrini, Cini e Migliacci. Acervo: Melodias,  São Paulo, 1968. 

1968 – As constantes viagens ao exterior possibilitaram aos músicos da banda Os Incríveis a compra de equipamentos de última geração que eram utilizados nas apresentações da banda em programas de televisão, shows e bailes em todo o país. Os instrumentos, raros no cenário musical brasileiro, mereceram notas e matérias publicadas pela imprensa escrita como mostra a reportagem O incrível arsenal de Os Incríveis publicada na revista Intervalo, da Editora Abril, de São Paulo. (Acervo: Intervalo, São Paulo, p. 27-28,  1968)

1968 – Em sua coluna Intervalo Musical, a revista Intervalo, de 15 a 21 de dezembro, publica nota sobre o lançamento do álbum Os Incríveis Internacionais gravado pela  banda Os Incríveis. (Imagem: Acervo : Intervalo, nº 310, p. 42, 15 a 21 de dezembro de 1968) 

1969 – A revista Intervalo publica, na sessão Entreviste seu ídolo, a entrevista da estudante Selma Suely Teixeira, com a banda Os Incríveis. Morando em Curitiba, Selma acompanhava  a trajetória da banda pelos programas apresentados pelos músicos na TV Excelsior, de São Paulo. Ao completar quinze anos, ganhou de presente de aniversário a entrevista com os músicos que eram sua referência em   música jovem realizada no país.  (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 317, p. 18-20, 2 a 8 de fevereiro de 1969)

1969 – A revista Contigo, de junho de 1969, publica reportagem de quatro páginas intitulada A mulher segundo Os Incríveis onde os músicos da banda falam sobre o  tipo ideal de mulher para cada um deles. (Acervo: Contigo. São Paulo, nº 69, p. 12-15,  junho de 1969) 

1969 – Em reportagem de duas páginas, a revista Intervalo registra a intensa atividade da banda  Os Incríveis e o segredo do sucesso do grupo, segundo depoimento do baterista Netinho: “nossa fórmula é de alegria, variedade, e constante renovação”. (Intervalo. São Paulo,nº 338, p. 8-9,  27 de junho a 3 de julho de 1969)

1969 – Em reportagem assinada por A.P. Souza e  ilustrada com  fotos de Moacyr dos Santos, a revista Melodias publica matéria de duas páginas intitulada Os fabulosos Incríveis onde estão registradas breves  biografias da banda e dos músicos de Os Incríveis. (Acervo: Melodias. São Paulo, nº 147, p. 94-95, dezembro de 1969)

1970 – Em sua edição do mês de abril, a revista Contigo publicou reportagem sobre o  breve namoro entre Mingo, o vocalista da banda Os Incríveis, e a cantora Martinha, iniciado na cerimônia de casamento do baterista Netinho. (Acervo: Contigo, São Paulo, nº 79, p.6-7, abril de 1970)

1970 – A coluna Jornal da TV, da revista Intervalo, publica a lista dos ganhadores do Disco de Ouro entregue por Chacrinha em seu programa. O prêmio era entregue para os artistas que atingissem a marca de 40.000 discos vendidos no ano anterior. A banda Os Incríveis,  ao lado de outros  artistas,  recebeu o  prêmio no Programa do Chacrinha. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº380, p. 23, 16 a 22 de abril de 1970)

1970 – Cumprindo a terceira turnê pelo Brasil, Rita Pavone concede entrevista para a revista Intervalo sobre os problemas profissionais pelos quais sua carreira estava passando motivados por um “(…)processo que meu marido iniciou contra a televisão italiana (…)”. Perguntada pela reportagem se ela sentia “(…)saudades de seu amor brasileiro(…)”, Rita respondeu que “(…)Isso nunca existiu, foi pura invenção da imprensa(…)”. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº384, p. 27, 13 a 19 de maio de 1970)

1970 – A revista carioca Sétimo Céu, de maio de 1970, publica reportagem intitulada Os Incríveis – As coisas que detesto/É disto que eu gosto, onde os músicos da banda Os Incríveis apontam os defeitos e as virtudes de cada um dos colegas da banda. (Acervo: Sétimo Céu, Rio de Janeiro,  nº170, p. 23-25,maio de 1970) 

1970 – A revista Intervalo publica mini pôster colorido do baterista Netinho da banda Os Incríveis. (Acervo: Intervalo, São Paulo, 1970)

1970 – Em reportagem sobre a cantora Martinha, a revista Intervalo dedicou uma parte para falar sobre Os amores de Martinha. Dentre eles, a revista apontava “Roberto Carlos, o impossível; Dedé, o primeiro, em São Paulo; Antonio Marcos, o bem amado; e Mingo, o companheiro (…), o namoro mais curto que Martinha teve: de janeiro a abril”. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº391, p. 2, 1 a 7 de julho de  1970)

1970 – A revista Intervalo publica reportagem de quatro páginas com a banda Os Incríveis. Intitulada Os Incríveis (por eles mesmos), a reportagem abre com um texto não assinado contendo  dados biográficos que misturam datas e informações sobre a trajetória da banda.  (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº395, p. 19-22, 22 a 28 de julho de 1970)

1970 – Em novembro de 1970, a banda Os Incríveis participa das festividades de inauguração do ginásio de esportes Geraldo Magalhães, o Geraldão, em Recife. O evento foi registrado pelo Jornal do Commercio, de Recife.  (Acervo:  Jornal do Commercio. Recife,   novembro de 1970) 

1970 –  A revista Intervalo, de  dezembro de 1970,  informa  pela terceira semana seguida, na coluna A grande parada, que, de acordo, com a  pesquisa  realizada por emissoras da  Rádio Tupi de diferentes estados sobre os três discos mais vendidos na semana, a música Eu te amo meu Brasil, de Dom, gravação de Os Incríveis para a RCA Victor, era a  Top Hit Nacional estando  em 1º lugar em  Brasília, Recife, Porto Alegre, Goiânia e Florianópolis; em 2º lugar, em Fortaleza e  Uberaba ; e, em 3º lugar, em São Paulo.  No mesmo número, na sessão Intervalo Musical, a revista publicou a letra da música Top Hit Nacional, com foto da banda Os Incríveis. (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 416, p. 28  e 39, 24 a 30 de dezembro de 1970)

1971 – A revista Contigo, de maio de 1971, publica matéria de capa com os músicos da  banda Os Incríveis contando o que mais gostavam de fazer e também fatos ocorridos em suas viagens internacionais. (Contigo, São Paulo,nº 92, capa, p.10-11,  maio de 1971) 

1971 – A revista Intervalo publica matéria sobre a entrega do Troféu Roquette Pinto aos ganhadores de 1970,  com  show internacional de Steve Wonder. A banda Os Incríveis estava entre os artistas contemplados com o troféu.(Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 443, p. 3, 30 de junho a 6 de julho de 1971)

1971 – A revista carioca Amiga divulga reportagem de duas páginas sobre as novas propostas artísticas e pessoais dos músicos da banda  Os Incríveis depois do megassucesso Eu te amo meu Brasil.  A mesma reportagem comemora o nascimento do filho do baterista Netinho, Sandro Haick Thomaz. Casado desde fevereiro de 1970 com Sandra Haick, o baterista comemorou o nascimento do primeiro filho fumando o tradicional charuto. (Acervo: Amiga. Rio de Janeiro, nº 61, p. 22-23,  20 de julho de 1971)

1971 – A revista Intervalo traz nota intitulada Ouça o Hino. Há uma novidade, informando sobre as gravações dos hinos Nacional e da Independência feitas pela banda Os Incríveis para o  single promocional  da campanha  criada pela Lintas Publicidade de São Paulo, para a  empresa Irmãos Lever, responsável pelo lançamento do primeiro sabão em pó do Brasil, o sabão Rinso.  O disco era distribuído gratuitamente para quem comprasse uma caixa do sabão.  (Acervo: Intervalo, São Paulo, nº 448, p. 27, 4 a 10 de agosto de 1971)

1972 – A revista Amiga publica matéria intitulada Os Incríveis estão em outra divulgando a assinatura de contrato entre os músicos da banda e a TV Record e TV Rio para a realização de mais um programa semanal apresentado pelos músicos. Com o título de Podes crer, amizade, esse seria o quarto e último programa em uma emissora de televisão de Os Incríveis. A reportagem registra também a agenda da banda com “excursões por todo o Brasil”, a montagem “de um estúdio próprio de gravação”, e o arrendamento da boate em Camboriú, além de publicar uma foto rara do momento de transição entre os guitarristas Risonho e Aroldo.  (Acervo: Amiga, Rio de Janeiro, 27 de junho de 1972)

1973 – Em 1972, os músicos de Os Incríveis decidiram dar uma parada e seguiram caminhos diferentes. Manito, ao lado de Pedro Baldanza e Pedrinho Batera, criou o grupo de rock progressivo O som nosso de cada dia. Netinho se aliou a Aroldo, Piska, Cargê, e Pique Riverte e montou a banda Casa das Máquinas. Mingo, Nenê e Risonho, por sua vez, montaram a banda Os Incríveis Mingo, Nenê e Risonho e gravaram, acompanhados de músicos de estúdio e também da Orquestra e Coro RCA Victor, três LPs, oito singles, e dois EPs para a gravadora RCA Victor. Na foto publicada pela revista Amiga, a banda Os Incríveis Mingo, Nenê e Risonho. Participavam também dessa formação os músicos de estúdio Fernando Neto, nos teclados; e Rogério, na bateria. (Acervo: Amiga, Rio de Janeiro, 1973)

1976 – A banda Os Incríveis Mingo, Nenê e Risonho se desfaz e Risonho monta um grupo para cumprir contratos de shows e bailes já assinados. Esse momento foi registrado pela reportagem intitulada Incrível! Os Incríveis mudaram, mas ainda cantam as mesmas coisas,  escrita por Rogaciano de Freitas com fotos de Bráulio Iório, para a revista Amiga. A reportagem registra os planos da quinta formação da banda que incluíam atender “a  um público que sempre tivemos e vem gradativamente aumentando: são os universitários, mais exigentes na qualidade de letras e músicas(…)”, declarou à reportagem o baixista Mário Lúcio. Os demais músicos que compunham essa nova formação eram: Risonho, na guitarra solo; Fernandinho, nos teclados; Ricardo Melchior, guitarrista e vocalista; e Gelson Fernandes, na bateria. (Acervo: Amiga, Rio de Janeiro, p.44, 1976)

1981 – A revista Amiga publica reportagem informando a volta da segunda formação da banda Os Incríveis, após a pausa dada em 1972. Os músicos, segundo depoimento de Mingo para a revista, sempre se encontravam “(…)principalmente eu e o  Manito, em estúdios de gravação. Nas vezes que  relembrávamos dos áureos tempos do grupo, era fácil perceber que havia ficado uma semente muito forte que só precisava de uma boa água para voltar a florescer. Aí aconteceu a festa de comemoração das bodas de ouro dos meus pais e convidei todos os componentes do grupo. Nesse clima,relembrando as macarronadas que mamãe servia pra gente na garagem lá de casa, resolvemos voltar a agitar.(…)” (Acervo: Amiga, Rio de Janeiro, 1981)