História: Biografia Músicos

Desde sua criação, até os dias atuais, a banda Os Incríveis contou com a participação de quatorze músicos: Aroldo, Bruno Cardozo, Leandro Weingaertner, Manito, Mingo, Neno, Nenê, Netinho, Paco, Risonho, Rubinho Ribeiro, Sandro Haick, Tinho, e Wilson Teixeira. 

A biografia de cada um deles pode ser conhecida abaixo. 

Antonio Rosas Sanches (Manito)

O multi-instrumentista Antonio Rosas Sanches, o Manito, nasceu na cidade de Vigo, Espanha, em 1943, e  chegou ao Brasil com nove anos de idade. 

Iniciou sua carreira musical tocando ao lado do pai em circos e apresentações promocionais e, mais tarde, integrando o grupo Los Hermanitos, ao lado das irmãs e do pai. 

Participou da primeira  formação  da banda The Clevers , origem de  Os Incríveis, banda  com a  qual faria sucesso com músicas como El RelicarioEra um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling StonesO milionárioO vagabundo e Eu te amo, meu Brasil, entre muitas outras. 

Em 1969, produziu e participou como músico do segundo álbum da cantora Vanusa. 

Em 1970, gravou, pela RCA Victor, o LP O incrível Manito que reuniu as músicas Na Baixa do Sapateiro, de Ary Barroso; Bailamos Boogaloo, de Carlos Augusto Robinson; Sock It to ’em J B, de Garvin, Dunn e Holman; Samuray, de Messias; Tuckstheme, de B. Deal; Raindrops keep fallin’ on my head, de David e Burt Bacharach; The gangs backagain, de G. Reed, e You’ve made me so very happy, de B. Gordy Júnior, B. Honoway e F. Wilson. 

Pouco depois fundou o grupo de rock progressivo O Som Nosso de Cada Dia

Atuou também em Os Mutantes logo após a saída de Arnaldo Batista. 

Em 1975, Manito foi convidado por Rita Lee para fazer  três participações especiais no álbum Tutti-Frutti, lançado por ela pelo selo Som Livre. 

Em 1976 e 1977,  participou do grupo de rock Made in Brazil. 

Fez parte ainda dos grupos A Chave, de Curitiba; Placa LuminosaMAPA, com o guitarrista Paco; Patrulha do espaço; e do RC7, conjunto de Roberto Carlos; tendo acompanhado também  o cantor Jessé.

Em 1982, Manito participou da gravação de duas faixas do álbum Carlinhos Borba Gato lançado pela RGE: De um lado pro outro, e Somente agora.

No mesmo ano, foi convidado por Zé Ramalho para participar de gravações de três LPs do artista  lançados pela gravadora CBS/Epic: Força Verde, 1982; Orquídea Negra, lançado em 1983; e Por aquelas que foram bem amadas, ou Pra não dizer que não falei de rock, lançado, em 1984. 

Em 1987, participou do LP Duplo sentido lançado pelo conjunto de rock Camisa de Vênus tocando sax, flauta e violino na faixa Após calipso, de Marcelo Nova, Karl Hummel e Gustavo Mullen; sax nas faixas Me dê uma chanceChamam isso rock and roll, ambas  de Marcelo Nova, Gustavo Mullen e Karl Hummel; Muita estrela, pouca constelação, de Raul Seixas e Marcelo Nova, e O suicídio Parte II, de Marcelo Nova e Gustavo Mullen, e órgão Hammond na música A canção do martelo, de Alex Harvey em versão de Marcelo Nova. 

Ainda na década de 80, Manito passou a se apresentar no Bar O Templo, em Bauru, onde fundou, ao lado do maestro Badê, a Bauru Jazz Band

De volta a São Paulo, Manito fundou  o grupo Saxomania que reuniu os timbres dos saxes contralto, tenor e barítono acompanhados por um contrabaixo acústico e uma bateria. 

Em 1983,  participou,  ao lado de Wilson Teixeira, Ricardo Braza, e Maurício Camargo Brito,  da banda American Grafitti, atração fixa da requintada casa de shows Regine’s.  

Em 1996, gravou o seu segundo disco solo, o CD Manito Toque de amor, que trouxe um repertório escolhido pelo músico com composições de Djavan, Vinicius de Moraes e Carlos Lyra, Nelson Motta e Lulu Santos,  e  Isolda, entre outros compositores. 

No CD, gravado pela RGE, Manito tocou Sax Soprano, Sax Alto, Sax Tenor e Teclado sendo acompanhado pelos músicos Tico Delisa (Bateria), Renato Loyola (Baixo), Wesley (piano), Miguel Briamonte Neto (teclados), e o também multi-instrumentista Sandro Haick, na guitarra e violão. 

No ano 2000, Manito participou, ao lado de Netinho, Sandro Haick, e Leandro Weingaertner, do show Os Incríveis ao vivo realizado no teatro Polytheama, de Jundiaí, São Paulo, registrado no CD Os Incríveis Velhos tempos lançado de forma independente e no CD Os Incríveis ao vivo lançado pela Warner Music Brasil, em 2001.  

Nos anos seguintes, o multi-instrumentista participou dos CDs Turma da Pompeia e Turma da Pompeia Nossa Raiz que integravam o projeto Turma da Pompeia gravado por integrantes de diversas bandas nacionais como homenagem ao bairro eclético que foi berço de sambas, rocks, e raps. 

Em 2005, participou do DVD Acústico MTV gravado pelo grupo de rock paulista Ultraje a Rigor.

Em 2006, participou de três faixas de  um CD alternativo gravado com a sua última companheira, Lucynha Luz

Em 2008, Manito fundou a banda Manito & Jazz Quarteto com quem se apresentou em diferentes cidades do país. 

Convidado para fazer participações em bandas de diferentes gêneros e estilos musicais, Manito sempre esteve presente às apresentações da maior parte delas. 

Exemplos são as bandas KM60, voltada para os sucessos dos anos 60 e 70 da música jovem no Brasil; e a banda belgo-brasileira Mind Priority, voltada para o o estilo brazilian  jazz fusion. 

Vítima de câncer, Manito faleceu em São Paulo, em 2011.

03/04/1943 – Vigo, Espanha
09/09/2011 – São Paulo, SP

Foto: Acervo Bloch Editores

  23/7/44 – São Paulo, SP

Foto: Haraton Maravalhas

Aroldo José Binda (Aroldo)

Aroldo José Binda iniciou sua carreira musical aos 8 anos e meio de idade  tocando violão clássico. No início dos anos 60, o rock entrou em sua vida tendo como principais influências os guitarristas Keith Richards, Chuck Berry, e Jann Akkerman.  

Adolescente, participou de duas bandas, a The Shines formada com amigos do bairro Vila Maria, onde morava, e Os Terríveis.

Em 1965, passa a integrar, ao lado de Fafá (Vicente Ferrer Juan), Portella (Antônio Lourenço Portella) e José Carlos (José Carlos Pereira),a banda Som Beat empresariada pelo dinamarquês Stig Madsen que proporcionava à banda o conhecimento de tudo o que de mais recente acontecia no rock’n roll mundial.

Em 1967, o radialista Carlos Alberto Sossego produz o  único trabalho gravado pela banda Som Beat, um single com as músicas Sou tímido assim, de Gouldman  e My Generation , de Peter Towmsend.

Após a gravação do disco, Aroldo Binda segue com Sossego  para a Itália onde recebeu convite para lá permanecer. Aroldo recusa o convite e volta para o Brasil para, junto com a Som Beat, tocar em shows de Gal Costa e Jards Macalé e participar das gravações do Programa Divino Maravilhoso junto a Caetano, Gil, Os mutantes,  e Jorge Ben, entre outros artistas.

Em 1970, Aroldo grava como vocalista a faixa The Funky Judge, de A. Williams e L. Huttton que integra o LP  O Incrível Manito lançado pela RCA Victor com o multi-instrumentista Manito, da banda Os Incríveis.

No ano seguinte, o guitarrista participa de um álbum  gravado pela banda The Jordans .

Ainda em 1971, Aroldo Binda passa a integrar a banda Os Incríveis no lugar do guitarrista Risonho. Com Os Incríveis, Binda grava o LP 1910 e um single.

Em 1972, a banda resolve parar e Aroldo se une ao baterista Netinho, de Os Incríveis, para, juntos, criarem a banda Casa das Máquinas tida,  até os dias atuais, como uma das maiores bandas de rock do país.

 A partir de 1976, Aroldo sai da banda Casa das Máquinas e passa a tocar com Zé Geraldo adotando o nome artístico de Aroldo Santarosa.

Em 1995, muda-se para Nova Iorque onde reside até hoje compondo e trabalhando com música.

Bruno Cardozo

Bruno Cardozo iniciou seus estudos de piano aos 6 anos de idade com a pianista paulistana Guiomar Shulz, que hoje reside em Viena.

Até os doze  anos de idade seus estudos foram somente de música clássica, tocando obras de Bach, Chopin, e compositores eruditos brasileiros.

Nessa idade começou a estudar na escola  Clam, do Zimbo Trio, onde permaneceu por seis anos. 

No Clam estudou com Amiltom Godoi, Ricardo Brein e Eliane Elias.

Aos dezessete  anos participou  do quarteto do baixista Nico Assumpção com Arismar do Espírito Santo e Teddy Barlocker na guitarra. Logo em seguida  participa de histórico disco de Nico Assumpção ao lado de Nelson Ayres, Guilherme Vergueiro, Duda Neves, David Sacks e outros.

No ano seguinte, Bruno  recebeu  convite para participar da banda de Fábio Jr. tocando excelentes arranjos de Armando Ferrante.

Toca também  com a cantora Simone,  com arranjos de Chiquinho de Morais.

A partir daí toca e grava com vários artistas como: Rita Lee, Fafá de Belém, Arrigo Barnabé, Cheryl Lynn, Marcio Montarroios, Frank Gambale, Helio Delmiro, Nelson Gonçalves, Caubi Peixoto, César C. Mariano, Dominguinhos, Paulinho da Viola, Leila Pinheiro, Ângela Maria e outros.

Com Gal Costa permaneceu por dois  anos tocando na América do Sul, Japão, Europa, EUA e Brasil.

No começo dos anos 90, fundou seu próprio estúdio em São Paulo,  o BRC.

Em 1993, integrou o grupo de Hermeto Pascoal por um ano percorrendo o Brasil e a América latina, participando também do Free Jazz Festival desse mesmo ano.

Com Hermeto gravou um CD ao vivo da série Banco do Brasil, no Sesc Pompéia-SP.

Em seguida integra o grupo do saxofonista carioca Leo Gandelman para a turnê do CD Made in Rio. Com Gandelman gravaria mais quatro CDs e um DVD. 

Em 2000, participou, como músico convidado, da apresentação da banda Os Incríveis, no teatro Polytheama, de Jundiaí-SP. A apresentação resultou em um CD gravado de forma alternativa que foi  lançado, posteriormente, pela Warner Music Brasil, em 2001. 

Em 2005, gravou com George Benson um CD com produção de Toninho Horta.

Como tecladista integrou a banda Os Incríveis no período 2014-2020 tendo gravado, com a banda, em 2014, o DVD e CD comemorativos aos 50 anos de Os Incríveis e o CD A paz é possível, em 2019.

Atualmente dirige seu estúdio , o BRC Estúdios, onde grava com os maiores nomes da música brasileira. 

6/12/1962 – São Paulo, SP 

Imagem retirada da Internet

15/6/1940 – Presidente Wenceslau, SP
03/12/2014 – São Paulo, SP

Imagem retirada da Internet

Demerval Teixeira Rodrigues (Neno)

Demerval Teixeira Rodrigues , o Neno, era músico autodidata.  Tocava trumpete, violão e baixo.

Iniciou sua carreira artística tocando violão na banda Los Rodrigues com os irmãos Irupê (acordeon e saxofone) e Edine (bateria). 

Foi, ao lado de Domingos Orlando (Mingo), um dos fundadores da banda The Clevers, origem de Os Incríveis.

Como baixista dos Clevers permaneceu na banda de 1962 a 1965 quando, aceitando o convite do irmão Irupê, saiu para integrar a banda The Jordans.

Compositor , Neno teve a música Clevers que homenageia a banda que ajudou a fundar gravada no LP Encontro com The Clevers Twist, lançado pela gravadora Continental, em 1963.

Formado em Direito, aos poucos Neno foi se afastando da música e passou a exercer a profissão de advogado.

Faleceu, vítima de complicações do diabetes,  em São Paulo, no dia 3 de dezembro de 2014. 

Domingos Orlando (Mingo)

Nascido em São Paulo, no dia 6 de dezembro de 1942, Mingo iniciou a carreira artística tocando na banda The Jordans tendo gravado, com a banda , um 78RPM, e o  álbum A vida sorri assim

Em 1962, Mingo, ao lado do baixista Neno, procurou o apresentador e radialista Antonio Aguillar para propor a criação de um novo grupo musical: The Clevers, que deu origem a Os Incríveis.

Mingo dedicou seu tempo ao estudo do piano, acordeon, e guitarra, mas foi como guitarrista que se consagrou no mundo artístico.

Compositor, Mingo teve músicas dele, e em parceria, gravadas pela banda Os Incríveis de 1962 até 1975. São elas: I Want you baby, de MingoLook at My Eyes, de MingoOne More Time, de MingoPraias do Sul, de Mingo e RisonhoDon Pepe Legal, de MingoTan-Tan, de Mingo e Brancato JrVocê Não Foi Aquilo Que Pensei, de MingoEverything’s gonna be all right, de Mingo;  e Gabriela, de Mingo e Fred Jorge, essa última composta em homenagem a uma de suas  filhas.

Mingo também foi o responsável pelas versões de sucessos gravados pela banda  Os Incríveis como: Kiddy Kiddy, de Klaus MunroRenascerá, de Los BrincosBelinda (Pretty Belinda), de Chris Andrew; e Mamãe passou açúcar em mim (My mummy put sugar on me), de Carlos Imperial, gravada, em Londres,  nos estúdios da Decca, a gravadora dos Rolling Stones.   

Visto como a identidade vocal da banda  Os Incríveis, Mingo cantou em italiano, espanhol, inglês e japonês, emprestando sua voz para sucessos como Era um garoto que como eu amava Os Beatles e os Rolling Stones, versão de Os Incríveis para C’era um ragazzoche come me amava I Beatles e I Rolling Stones, de Migliacci e Lusini (1967, selo RCA Victor); Israel, versão de Nazareno de Brito para a música homônima de Zambrini, Cini e Migliacci (1968, selo RCA Victor); Mundo louco, versão de George Freedman para Eventhebad times are good, de M. Murray e P. Callander (1968, selo RCA Victor); Kokorono-niji, versão de Os Incríveis para a música homônima de J. Hashimoto e T. Inoue (1968, selo RCA Victor); Sayonara, Sayonara, de Mike Maki e Hichidai Makamura (1968, selo RCA Victor); Vagabundo, versão de George Freedman para Giramondo, de Leva-Bardotti-Reverberi-Scommegna (1969, selo RCA Victor); Belinda, versão de Ravel e Mingo para Pretty Belinda, de Chris Andrews (1970, selo RCA Victor); Eu te amo meu Brasil, de Dom (1970, selo RCA Victor); Sem vergonheira, de Antonio Carlos e Jocafi (1971, selo RCA Victor);  e as releituras Pirulito, de João de Barro e Alberto Ribeiro (1968, selo RCA Victor) e Na baixa do sapateiro, de Ary Barroso (1971, selo RCA Victor), entre muitos outros.

Após a separação da banda Os Incríveis, em 1972,  Mingo se uniu a Risonho e Nenê para, juntos, gravarem mais dois LPs e vários compactos simples e duplos. Fazem parte desses álbuns sucessos como a releitura da música Estrada do sol, de Tom Jobim e Dolores Duran, Isso é a felicidade, de Palito Ortega;   e Marcas do que se foi, música de Ruy Maurity e José Jorge, integrantes do grupo Zurana.

Com  a segunda parada da banda Os Incríveis, em 1982, Mingo, o vocalista principal da banda, direcionou suas atividades profissionais para o mundo empresarial, tornando-se um empresário bem sucedido e dono de algumas empresas estando, dentre elas, o estúdio New Voice. 

No novo estúdio, o músico recebia bandas de diferentes estilos musicais incluindo as evangélicas que, sob sua orientação, alcançaram sucesso em suas carreiras. 

Essa proximidade com a música evangélica  possibilitou a Mingo gravar com o pastor, músico e empresário da área de comunicação, Rod Mayer, o álbum Momentos incríveis que se tornou um dos marcos iniciais da música gospel no Brasil. 

No estúdio New Voice, Mingo produziu e apresentou também o programa Countrypira transmitido para todo o Brasil. No programa, o músico  conversava com artistas consagrados sobre suas carreiras.

Em um desses programas,  os convidados foram os amigos Nenê, Risonho e Netinho que ouviram, de Mingo, a notícia sobre a organização de um grande show reunindo artistas da  Jovem Guarda. A ideia divulgada inicialmente no programa Mulheres, apresentado por Ione Borges e Claudete Troiano, na TV Gazeta, foi levada adiante e resultou no show Festa dos 30 anos da Jovem Guarda apresentado, em 1995, por Antonio Aguillar e Luís Aguiar, no Vale do Anhagabaú, em São Paulo, com produção do multi-instrumentista Nenê, de Os Incríveis. 

Vítima de derrame cerebral , Mingo faleceu no dia 14 de junho de 1995, sem ver a realização do show que divulgou em seu programa de rádio. 

 06/12/1942 – São Paulo, SP
14/6/1995 – São Paulo, SP

Foto: Acervo Bloch Editores

30-1-1954 
23-7-2014 

Imagem retirada da Internet

Ernesto Gomes (Tinho)

O baixista e vocalista Ernesto Gomes (Tinho) nasceu no dia 30 de janeiro de 1954. 

Fundou, em 1967, com  Eduardo Nascimbeni, Victor e Luiz, a  banda Mako Shark. 

Alguns anos depois passou a integrar a banda Raízes do Rock ao lado de Edson (teclados e voz), Marquinho Campos (bateria e voz), e Alvinho (guitarra e voz).

Na década de 90, Tinho passou a integrar a banda Os Incríveis compondo, ao lado de ManitoNetinho, e Sandro Haick, a sétima formação da banda. 

Atuou também na banda Vollcano composta por Evelin Rangel e Edu Rangel. 

Foi voluntário na Associação AjudaAjudar que tem por missão a Promoção dos Direitos das Crianças e dos Jovens.

Tinho Gomes faleceu no dia 23 de julho de 2014, aos 60 anos.

Guaraci Teixeira (Paco)

O guitarrista Guaraci Teixeira, o Paco, nasceu na cidade de São Leopoldo, Rio Grande do Sul,  em 1950.

No Rio Grande do Sul  participou da formação da banda Os Corsários (1965),  em Porto Alegre.

Indo para o Paraná participou como guitarrista e vocalista das bandas Night and Day, de Pato Branco,  e Bad Boys Band, de Cornélio Procópio.

Em 1970, seguiu  para São Paulo onde passou a trabalhar na boate Cave.

Na Cave encontrou os músicos Manito e Nenê que o convidaram para ingressar na nova formação da banda Os Incríveis como vocalista principal, tendo em vista que o vocalista Mingo já não participava mais de Os Incríveis.

Trabalhou como músico de estúdio da RCA Victor participando da gravação de discos de  todos os artistas contratados pela  gravadora.

Na década de 70 montou, com Manito, ex-Incríveis e ex-O som nosso de cada dia, o duo  MAPA com  Paco no  teclado, guitarra e voz, e Manito no sax tenor, sax alto, flauta transversal,  e também teclado, excursionando por  hotéis cinco estrelas de diferentes estados brasileiros.

Com o fim do  MAPA, Paco, ao lado de Nenê, Manito, Risonho, e o baterista Franklin, ex-Ira,  reorganizaram a banda Os Incríveis e se apresentaram em várias cidades de todo o país. 

Em 2011, na cidade de Vilhena, Rondônia, Os Incríveis com Manito, Paco, Nenê, e o baterista  Franklin, realizaram, meses antes da morte do multi-instrumentista Manito, o último show que contou com a participação do músico.

No início de 2013, Paco partiu então para a carreira solo e hoje faz shows por todo o país cantando músicas de várias bandas e artistas das décadas de 60 e 70, além de músicas dos melhores intérpretes e compositores da música brasileira,  italiana, inglesa e espanhola. 

 05/04/1950 – São Leopoldo, RS

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01/09/1958 – São Leopoldo, RS

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Leandro Weingaertner

Leandro Weingaertner é  músico desde os doze  anos de idade. Contrabaixista, começou sua carreira tocando em bailes no estado do Rio Grande do Sul. Profissionalizou-se em 1974.

Em 1981, mudou-se para São Paulo, onde fez parte de várias bandas instrumentais, bandas de baile, participou de shows com diversos artistas, de gravações de discos, e trabalhou com  publicidade em geral tendo produzido várias campanhas publicitárias. Tem trabalhos desenvolvidos no Brasil  e no exterior.

Integra a  banda Os Incríveis desde janeiro de 1994 como contrabaixista e vocalista.

Tem uma parceria de longa data com o baterista Netinho. Juntos,  já compuseram várias músicas e produziram muitos shows e eventos, projetos de discos e músicas para cinema.

Lídio Benvenuti Jr. (Nenê)

Nascido em São Paulo, no dia 10 de abril de  1947, o compositor e multi-instrumentista Nenê iniciou sua carreira artística quase por acaso, em 1959, quando o rock ainda engatinhava no Brasil e, então, com apenas 12 anos de  idade, foi improvisado como baterista do conjunto The Rebels.

Um dia o guitarrista faltou e o baterista do grupo, seu irmão, assumiu a guitarra, sendo ele convidado a tocar a bateria. Agradou, e por sugestão do empresário do grupo, assumiu o posto de baterista do conjunto que, naquele mesmo ano gravaria seu primeiro single.

Com a banda The Rebels, Nenê Benvenuti gravou mais um EP, um single, e os LPs The Rebels Rua Augusta, Zero Hora; The Rebels; e The Rebels Twist Hully Gully Surfing

O músico ficou no grupo The Rebels até meados dos anos 1960, quando ingressou, como baixista, no grupo The Beatniks indo pouco depois para o conjunto Os Incríveis, onde conheceu a fama e o sucesso.

Em 1969,  teve duas composições gravadas pela banda Os Incríveis para a gravadora  RCA Victor: Quando vejo o sol, em parceria com Ravel, da dupla Dom e Ravel, e Embora, em parceria com Brancato Júnior, o empresário da banda.

Em 1972, com a dissolução da banda, se uniu a Mingo e Risonho e, com eles, gravou, em 1973, novas composições de sua autoria: Mundo de amorOgum, em parceria com Hélio MatheusEstou a perigoTeu pai tua mãe num quéUma rosa para Dita, e Eu sou humilde.

Em 1977, atuou como ator na novela Cinderela 77, da TV Tupi, tendo ainda composto para a trilha sonora da novela, em parceria com Chico de Assis,  três músicas: Cinderela e o Anjo (Dois amores), Dia feliz (Canção da Cinderela), e  Palavras Mágicas. 

Em 1978, com coordenação artística de Hélio Eduardo C. Manso, e produção musical de Reinaldo B. Brito, o multi- instrumentista Nenê Benvenuti lança, pela gravadora RGE, um single com músicas de sua autoria: Eu acho isso uma bossa, e Viola na estrada,  música tema da novela Como salvar meu casamento, da Rede Tupi de televisão. 

Em 1979, Nenê participou do show Elis Vive gravado ao vivo no Palácio Anhembi, São Paulo, e  acompanhou  a cantora na  turnê do show por todo o país. 

Em 1982, Nenê participou do  álbum Carlinhos Borba Gato lançado pela RGE. 

Em 1985, Nenê Benvenuti tocou com Raul Seixas em uma mítica turnê em um garimpo no Pará. Um ano depois, Nenê grava três faixas para o último álbum gravado por Raul Seixas: a Abertura jazzística; o tango Cambalache; e a balada Cantar

Quatro anos depois, Nenê mudou para o Alaska onde, ao lado de um amigo guitarrista e de uma cantora americana, montou o Freedom Trio; participou de uma banda de hard rock; e deu várias “canjas” acompanhando  diferentes grupos de funk e de blues.

 Em 2004, passou a integrar a banda The Originals, composto por ex integrantes das bandas The Fevers, Renato e Seus Blue Caps e Os Incríveis, tendo gravado dois CDs e DVDs com The Originals.

Em 2010, lançou, pela editora Novo Século, o livro Os incríveis anos 60 e 70… E eu estava lá, onde conta sua trajetória artística. O livro saiu acompanhado de um CD com composições suas.

 Em 2012, o músico Raul de Barros, compadre e amigo de Nenê Benvenuti, convidou o multi-instrumentista para gravar, tocando todos os instrumentos, a música Ele, o Salvador, composta por Raul e que tem como vocalista a cantora Lígia D’Jesus. 

Nenê Benvenuti desenvolveu sólida carreira de músico de estúdio tendo atuado também como produtor de discos, e na área publicitária criando jingles e trilhas sonoras.

Dois exemplos de  álbuns gravados por Nenê como músico de estúdio são o LP Ibanez A flor da preguiça lançado pelo selo Pindorama, em 1980, e o CD Surfin Guitar lançado pela gravadora Eldorado, sob direção geral de Carlinhos Borba Gato.   

Faleceu em 2013, aos 65 anos,  vítima de câncer.  

Em 2017, 2018, e 2020, quatro álbuns póstumos foram  lançados com músicas inéditas de Nenê Benvenuti:  o CD O incrível Nenê; o EP Nenê Benvenuti, The Young Rebel; e os singles Caminho do mar, e Só instrumentais.

10/4/1947 – São Paulo, SP
30/1/2013 – São Paulo, SP

Foto: Acervo Bloch Editores

05/04/1946 – Santos, SP

Foto: Acervo Bloch Editores

Luiz Franco Thomaz (Netinho)

Nascido no dia 5 de abril de  1946, na Beneficência Portuguesa em Santos, SP, Netinho começou a estudar música com 7 anos na cidade de Itariri no litoral paulista, época em que também começou a tocar repique na fanfarra do colégio.

Aos 11 anos entrou para a banda do Seminário São José, em São Vicente, onde estudou interno por dois anos.

Com 15 anos passou a tocar bateria profissionalmente na orquestra Tropical de Itariri, fazendo bailes por toda a região.

Em 1960, com 16 anos, mudou para a capital paulista, onde passou a trabalhar no Senac e estudar à noite, mas logo abandonou tudo ao aceitar um convite para ser o baterista da banda The Clevers que estava sendo formada. Ligou para o seu avô paterno que lhe proporcionou a compra da sua primeira bateria. Por esse motivo ganhou o apelido de Netinho.

Em 1962 surge, na capital paulista, a banda The Clevers, que logo muda o nome para Os Incríveis, tendo como responsável pela bateria,  Netinho.

Integrante de um dos grupos mais populares dos anos 60 e 70, bastante conhecido como o baterista de Os Incríveis, Netinho foi  capa de revistas nacionais e internacionais, e atuou em  filmes.

Na década de 70, Netinho fundou a banda Casa das Máquinas influenciado por um rock mais pesado e progressivo, e também participou da banda Joelho de Porco, por dois anos.

Em 1980 e 1982 lançou dois LPs solos e autorais. 

Em 1993, passou por uma cirurgia que retirou as cordas vocais e parte da laringe. Curado, criou o projeto A Criança e o Futuro com Antonio Cruz Hernandez, produzindo um CD que traz uma faixa bônus de um vídeo com 36 artistas dirigido e gravado pelo seu filho, Sandro Haick, em benefício da Casa Ninho (CACCC – Centro de Apoio à Criança Carente com Câncer). 

Em 2004, Netinho idealizou e dirigiu um show no teatro Bradesco em comemoração aos 50 ANOS da banda Os Incríveis gravando, pelo selo Eldorado, um DVD e um CD  históricos da banda.

No mesmo ano, Netinho integra a formação da banda The Originals que reunia ex-integrantes  das bandas The Fevers, Renato e seus Blue Caps, e Os Incríveis. Com The Originals, Netinho gravou dois DVDs e Cds.  

2008 marca o lançamento do primeiro livro de Netinho: Netinho, minha história ao lado das baquetas.

Compositor, Netinho tem várias músicas gravadas por diferentes artistas, pela banda Os Incríveis, e em discos solos. 

Durante toda a sua carreira o baterista foi exemplo para jovens músicos que estavam iniciando suas carreiras tendo influenciado, artisticamente, músicos como o baterista Duda Neves, apontado pela crítica internacional como um dos maiores bateristas de Jazz do mundo, e o multi-instrumentista Sandro Haick, filho de Netinho, que começou sua carreira de sucesso aos 2 anos de idade a partir das orientações do pai.

Em 2021 lançou, no Old Town English Pub, em Santo André, São Paulo, o Trio O Incrível Netinho

No dia 10 de setembro de  2022, o baterista Netinho produziu o show comemorativo aos 60 anos da banda Os Incríveis no Teatro J. Safra, em São Paulo.   

Em 2023, Netinho e os músicos da banda Os Incríveis se uniram ao cantor e compositor Eduardo Araújo para, juntos, apresentarem o show A história do rock que rendeu apresentações em diferentes canais de televisão, um show em Belo Horizonte, e a gravação de um single reunindo sucessos da banda e do cantor Eduardo Araújo. 

Rubinho Ribeiro

Rubinho Ribeiro iniciou sua formação musical na década de 80 na Faculdade de Música Marcelo Tupinambá e na Fundação das Artes de S. Caetano do Sul.

Foi aluno do Professor Cláudio Leal.

Músico profissional de estúdio gravou com Roberto Carlos, Jorge BenJor, Agnaldo Rayol, Ronnie Von, Radio Táxi, Made in Brazil, Jane Duboc, Pena Branca e Xavantinho, Leonardo, Zezé di Camargo e  Luciano, Carlinhos Borba Gato,  e muitos outros. E, na música alternativa e/ou instrumental, com Randy Brecker, Nico Assumpção, Celso Pixinga, Alvaro Gonçalves, Tony Moreira, Christiano Rocha,  entre outros.

Em 1982, Rubinho  participou do  álbum Carlinhos Borba Gato lançado pela RGE.

Participou dos dois últimos festivais de música promovidos pela rede Globo. No primeiro integrando o Grupo Zona Sul, como autor e intérprete da música Verdejar. No segundo como co-autor, intérprete e co-arranjador da música África.

Trabalha com música de publicidade cantando e criando jingles e trilhas. Participou de centenas de trabalhos nessa área. Alguns exemplos: Leroy Merlin, Ponto Frio, Chevrolet, Caminhões Volkswagen, Casas Pernambucanas, Speedy, Vivo, Fiat, etc…

Possui dois CDs gravados como participante do Grupo Vocal Tom da Terra, formado pelo Maestro Tasso Bangel.

Em 2003, Rubinho Ribeiro gravou duas  faixas do álbum Santo Antonio (Vida, Música, Oração) lançado pela editora Paulinas. 

Em 2014, passou a integrar a banda Os Incríveis sem deixar de continuar a atuar em trabalhos e produções solo.

Em 2016, Rubinho Ribeiro, em comemoração aos 20 anos de lançamento do anime Dragon Ball,  divulgou um dos trabalhos de maior repercussão de sua carreira: a gravação integral da trilha sonora do seriado.  

Em 2017, Rubinho lançou seu CD Sobre as águas onde interpreta composições suas. 

Rubinho Ribeiro integra o elenco de músicos da Banda Sinfônica Jovem de São Paulo participando, como solista,  de vários concertos da orquestra. 

20-10-1954  São Paulo, SP 

Foto retirada da Internet

28/06/1971 – São Paulo, SP

Imagem retirada da Internet

Sandro Haick Thomaz (Sandro Haick)

Sandro Haick  começou a tocar aos dois anos de idade quando ganhou de seu pai, o baterista Netinho, sua primeira bateria. 

Aos doze anos participou do grupo infanto-juvenil Bom Bom, gravando pela CBS o hit Vamos A La Playa

Dono de um talento nato, logo se fez presente a necessidade de tocar um instrumento melódico e harmônico, dando início aos estudos de guitarra e teoria musical, tendo aulas particulares com : Mozart Mello por seis meses, curso de percepção musical com Ricardo Brent na Universidade Livre de Música, e curso de harmonia musical com Cláudio Leal Ferreira. 

Por aproximadamente vinte  anos, Sandro tocou em bailes, bares, shows e clubes de jazz, clubes de rock, bandas de rock, bandas de jazz, explorando e aprendendo o grande repertório instrumental de variados estilos e instrumentos como : bateria, guitarra, baixo elétrico e acústico, violões de aço e nylon de 6 e 7 cordas, bandolim, percussões brasileiras em geral, escaleta, piano, teclados em geral, Sitar Indiano e Alaúde Turco (OUD), entre outros.

Sandro Haick é também  arranjador, produtor, diretor musical, técnico de gravação e mixagem, e compositor.

Professor, Sandro lecionou nos conservatórios  IGT (1987), Steps Ahead (1988),Souza Lima (1996 à 97) e IGT (1998 à 99) e, ao lado dos sócios Maurício Machado e Rodrigo Ferrari Nunes, criou o método Segredo da Música que emprega, como ferramenta de estudo,  o Baralho Musical criado por Sandro Haick. 

Em 1992, Sandro gravou um  Vídeo-Aula intitulado  Bateria Rock Fusion. Lançado pela MPO Vídeos, o vídeo é sucesso de vendas até os dias atuais.

Lançou, em 2007, o CD Sandro Haick Caminhando pela gravadora Eldorado, com participações de : Dominguinhos, Guadalupe, Filó Machado, Arismar e Thiago Espírito Santo, Nailor Proveta, Nenê, Léa Freire, Sílvia Góes, Vinícius Dorin, Daniel D’Alcântara, Pepe Cisneros, Cuca Teixeira, Alex Buck, Edú Ribeiro, Fábio Torres, Bruno Cardozo, Amon-Rá Lima, Serginho Machado, Renato Loyola, Michel Leme, entre outros.

Sua discografia reúne, atualmente, cerca de 40 álbuns gravados, incluindo participações especiais nos dois álbuns do projeto Amor e Caridade lançado pelo baterista Netinho, em 1971 e 1972. 

Em 2012, o álbum Iluminado Dominguinhos que contou com a Direção Musical de Sandro Haick, recebeu o prêmio Grammy Latino. 

Em julho de 2015, Sandro e seu pai, Netinho, lançaram, pela Gravadora Eldorado, uma super produção em DVD e CD intitulada Netinho comemora 50 anos de Os Incríveis, gravado no Teatro Bradesco, SP. 

Em Setembro do mesmo ano, assinou um novo e exclusivo contrato com a empresa de guitarras, baixos, violões Tagima e de bateria Nagano sendo, pela primeira vez no Brasil, um endorsed multi-instrumentista representando todos os produtos da empresa. 

Também em 2015, Sandro Haick foi convidado pela Tagima/Nagano para tocar e representar o Brasil na Expomusic da China em Shanghai, ao lado de Edú Ardanuy, Juninho Afran, Marcinho Eiras e Mauricio Leite.

Em 2016,  Sandro foi novamente convidado pela Tagima para tocar e representar o Brasil em seu stand na Nann Show em Los Angeles, ao lado de Marcinho Eiras.

No ano seguinte, Sandro Haick assinou novos endorsers com os cabos Santo Angelo e as Baquetas Vater. 

Sandro também tem estúdio, e trabalha como produtor musical no ramo de publicidade, fazendo trilhas e jingles para diferentes empresas. 

Integrante da banda Os Incríveis há mais de 30 anos, Sandro Haick é, hoje, um músico reconhecido internacionalmente pelo seu talento e versatilidade. 

Waldemar Mozena (Risonho)

Nascido em Lins, São Paulo, a 11 de agosto de 1941, Risonho foi criado em Valparaíso.

Adolescente,  conheceu Zezinho, o mestre do bandolim, de quem  recebeu muitos dos conhecimentos que fizeram dele um dos maiores guitarristas do país.  

Aos  14 anos, Risonho participou como guitarrista da  orquestra  de Valparaíso e também de um conjunto local.  

Mudando para São Paulo, trabalhou como bancário no Banco Noroeste, onde seu cunhado  era gerente.  Nas horas vagas, tocava  em diferentes grupos musicais que se reuniam na Esquina dos músicos.  

No início dos anos 60, foi convidado para participar da formação original da banda The Clevers que tinha Antonio Rosas Sanches (Manito)Demerval Teixeira (Neno)Domingos Orlando (Mingo) e Luiz Franco Thomaz (Netinho) como músicos.

A projeção internacional se deu em 1964 quando a banda foi contratada para acompanhar a cantora italiana Rita Pavone em suas turnês pelo Brasil, e pela Itália.

Dos inúmeros sucessos da banda, muitos tiveram os efeitos especiais e o virtuosismo de Risonho em suas  guitarras solo e havaiana,  um  ponto de  referência  que pode ser comprovado a partir de gravações como  My Blue HeavenAfrikaGandy DancerBaby My LoveOleoductoTierra MaravilhosaVeneno,  RenasceráPiangi con meVai meu bem,  O MilionárioPerdi você,  Não resta nem ilusãoSanta LuciaEmboraTe amoCastigoMeninaIsrael, e Adeus amigo vagabundo, entre tantas outras gravações que podem ser ouvidas no canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube. 

De 1990 a 1992, Risonho esteve à frente da banda Hegemonia que tinha por integrantes Adilson Sirabelo (violão, vocais e guitarra), Antonio Carlos (bateria e percussão), Gera Borghi (violão, gaitas e vocal líder), Júlio Sérgio Maurício (teclados e vocais), Nelson Marques Jr. (baixo), e Risonho (guitarra líder).

Além do grupo Hegemonia, Risonho montou um novo grupo retomando o nome The Clevers, origem da banda Os Incríveis, e, com The Clevers participou  de vários programas de televisão.

Em 2012, Risonho foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil um dos “70 Mestres Brasileiros da Guitarra e do Violão”.

Seu nome também está na lista dos maiores guitarristas brasileiros no site www.oguitarrista.com

 Sobre a importância de Risonho no cenário musical brasileiro, o radialista Rubens Stone declarou:

“Risonho fez solos maravilhosos em canções como Perdi VocêNão Resta nem Ilusão, entre tantas outras lindas canções, em especial a obra-prima máxima do rock instrumental brasileiro, a ensolarada O Milionário!

Entre 1962 e 1970, Risonho gravou diversos trabalhos com o The Clevers e depois, com Os Incríveis.

O álbum Para Os Jovens Que Amam Os Beatles e Os Rolling Stones e…Os Incríveis  é uma obra-prima do rock e da Jovem Guarda. É o disco que traz a 2ª versão do clássico O Milionário, gravado originalmente em 1965. Foi nesse belíssimo álbum de 1967 que Risonho imprimiu, de maneira sublime, a sua marca como guitarrista solo. Bastaria esta gravação e Risonho já seria um dos maiores Guitar Heroes da história. Mas ele gravou muitos outros discos fenomenais, como guitarrista de Os Incríveis”.

Vítima de infarto, Risonho faleceu no dia 4 de agosto de  2019  na cidade paulista de Jaguariúna, São Paulo.

Três anos depois de sua morte, Marlene Mozena, viúva de Risonho, lançou nas plataformas de streaming, com a ajuda de Valdimir D’Angelis,  a faixa Hawaii composta pelo  guitarrista e dedicada a ela. 

11/8/1941 – Lins, São Paulo
04/08/2019 – Jaguariúna, São Paulo

Foto: Acervo Bloch Editores

21/10/1960 – Rotterdam, Holanda

Imagem retirada da Internet

Wilson Teixeira

Filho dos músicos Edgar e Sara Teixeira, fundadores do Modern Tropical Quintet, Wilson Teixeira começou sua trajetória artística, aos 19 anos, na banda de seus pais.

Atuou em outras bandas do mesmo estilo da Modern Tropical Quintet como a Super Grupo, Les Musiciens, Know-How International, American Graffiti, Banda da Patroa, entre outras, e também  em grupos de jazz tradicional o que lhe deu prática de conjunto, de ensaio , e de repertório e gênero.

Ao longo de sua carreira acompanhou artistas renomados , participou de festivais, eventos musicais, e Jam Sessions com músicos brasileiros e internacionais como Herbie Hancock, Hermeto Pascoal, Jeff Watts, Cláudio Roditi, João Donato, Stephen Scott, Avishai Cohen, Raul de Sousa, Bob Brookmayer, Joe La Barbera, Wally Wilson, Gary Nicholson, Bocato (Trombone), Arismar do Espírito Santo, entre outros.

Em 2014, foi convidado para participar do show comemorativo aos 50 anos da Banda Os Incríveis permanecendo  na banda até 2019 quando regressou para a Holanda, sua terra natal.