Os Incríveis (Série Aplauso) CD – RCA/BMG, 1996

Em 1996,  a RCA/BMG lança a série Aplauso, projeto de José Milton e Marcelo Falcão com  Coordenação de Repertório de Maysa Chebabi e Elaine Rocha que reunia, em CD, os maiores sucessos dos artistas que pertenciam ao cast da gravadora estando, entre eles, Alceu Valença, Altemar Dutra, Antonio Carlos e Jocafi, Antonio Marcos, Banda Black Rio, Beth Carvalho, Bezerra da Silva, Carlos Galhardo, Cartola, Cauby Peixoto, Celly Campello, Chico Buarque, Ciro Monteiro, Dominguinhos, Dorival e Nana Caymmi, Fafá de Belém, Gal Costa, Ivon Curi, João Bosco, João Nogueira, José Augusto, Lobão, Luiz Gonzaga, Maria Bethânia, Maria Creuza, Martinho da Vila, Mestre Marçal, Nelson Cavaquinho, Originais do Samba, Renato Teixeira, Sá & Guarabira, Tamba Trio, Tito Madi, Vicente Celestinho, Wladik Soriano, Wilson Simonal, Zeca Pagodinho, e Os Incríveis.

Ouça as 14 faixas:

1. Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones (C’era un ragazzo che come me amava I Beatles I Rolling Stones), de Migliacci e Lusini.  Versão: Os Incríveis

Em 1967, a banda Os Incríveis passa a integrar o cast da gravadora RCA Victor gravando, em seu primeiro single na nova casa, as músicas Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones , no lado A, e Czardas, no lado B. O disco logo ocupou os primeiros lugares das paradas de sucesso transformando a banda no carro chefe de vendas da gravadora.

A partir da gigantesca repercussão da gravação da música Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones, a RCA Victor lançou, apenas três meses depois da divulgação  do single, o primeiro LP da banda Os Incríveis na nova gravadora.

No  título do LP,  uma dedicatória carinhosa  de Os Incríveis para a música e para o público que os consagrou definitivamente: Para os jovens que amam Os Beatles, os Rolling Stones e… Os Incríveis.

Devido ao sucesso alcançado, a música  Era um garoto que como eu amava Os Beatles e os Rolling Stones, de Migliacci e Lusini, com a banda Os Incríveis,  passou a ser faixa obrigatória de  todos os álbuns  de sucessos da banda lançados pela gravadora , assim como de todas as coletâneas de sucessos de bandas de música jovem lançadas no país, a saber:   coletânea 14 sucessos da Juventude lançado pela RCA Victor, em agosto de 1967;  o EP Os Incríveis, lançado pela RCA Victor, em outubro de 1967; o LP Os Incríveis e seus maiores sucessos, RCA Candem, 1976; o single Os Incríveis, RCA Victor, 1982;  o EP Os Incríveis 4 sucessos de ouro, RCA Victor, 1982; o CD Os Incríveis, RCA/BMG, 1993;  o CD 30 anos de Jovem Guarda – Os reis do iê-iê-iê, Polygram, 1995, vol.4;  o CD Jovem Guarda- O novo de novo, Paradoxx Music, 1996, vol.1;   a coletânea Fervendo aos trinta, Polygram, 1996; e o CD Os Incríveis (Série Aplauso), RCA/BMG, 1996.

Letra:

Era um garoto que como eu
Amava Os Beatles e os Rolling Stones
Girava o mundo sempre a cantar
As coisas lindas da América

Não era belo, mas mesmo assim
Havia mil garotas sim
Cantava Help, and Ticket to Ride
Oh, Lady Jane, or Yesterday

Cantava viva a liberdade
Mas uma carta sem esperar
Da sua guitarra, o separou
Fora chamado na América

Stop, com Rolling Stones
Stop, com Beatles songs
Mandado foi ao Vietnã
Brigar com vietcongs

Tatá-rá-tá-tá, tá-tá-rá-tá-tá
Tatá-rá-tá-tá, tá-tá-rá-tá-tá
Tatá-rá-tá-tá, tá-tá-rá-tá-tá
Tátá-rá-tá-tá
Tatá-rá-tá

Era um garoto que como eu
Amava Os Beatles e os Rolling Stones
Girava o mundo, mas acabou
Fazendo a guerra do Vietnã

Cabelos longos não usa mais
Não toca a sua guitarra e sim
Um instrumento que sempre dá
A mesma nota, ra-tá-tá-tá

Não vê  amigos, nem mais  garotas
Só gente morta caindo ao chão
Ao seu país não voltará
Pois está morto no Vietnã

Stop, com Rolling Stones
Stop, com Beatles songs
No peito, um coração não há
Mas duas medalhas sim

Tatá-rá-tá-tá, tá-tá-rá-tá-tá
Tatá-rá-tá-tá, tá-tá-rá-tá-tá
Tatá-rá-tá-tá, tá-tá-rá-tá-tá
Tátá-rá-tá-tá
Tatá-rá-tá

Tatá-rá-tá-tá, tá-tá-rá-tá-tá
Tatá-rá-tá-tá, tá-tá-rá-tá-tá
Tatá-rá-tá-tá, tá-tá-rá-tá-tá
Tátá-rá-tá-tá
Tatá-rá-tá

Ratá-tá-tá-tá, rá-tá-tá-tá-tá
Ratá-tá-tá-tá, rá-tá-tá-tá-tá
Ratá-tá-tá

Era um garoto que como eu amava Os Beatles e os Rolling Stones, de Migliacci e Lusini, pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube, transcrito abaixo.

Ficha técnica:

Manito (teclado)

Mingo (guitarra base e vocal)

Nenê (baixo e vocal)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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Edição de vídeoErlon Bernardino

2. O vendedor de bananas, de Jorge BenJor

Em outubro  de 1969, a gravadora RCA Victor lança o álbum Os Incríveis que tem como faixa de abertura a música O vendedor de bananas, composta por Jorge BenJor especialmente para a banda Os Incríveis.

Um dos grandes sucessos da banda, O vendedor de bananas é uma das músicas mais cantadas até hoje nos shows que Os Incríveis realizam em diferentes cidades brasileiras e pode ser ouvida no EP Os Incríveis, RCA Victor, 1970; no LP Os Incríveis e seus maiores sucessos, RCA Candem, 1976; no single Os Incríveis, RCA/BMG, 1982; e no CD Os Incríveis (série Aplauso), RCA/BMG,1996.

Letra:

Olha a banana,
Olha o bananeiro.
Eu trago bananas pra vender
Bananas de todas qualidades
Quem vai querer
Olha a banana na Nanica,
Olha a banana ma Maçã,
Olha a banana Ouro,
Olha a banana Prata,
Olha a banana da Terra,
Figo, São Tomé,
Olha a banana d’Água.

Eu sou um menino
Que precisa de dinheiro
Mas pra ganhar de sol a sol
Eu tenho que ser bananeiro
Pois eu gosto muito
De andar sempre na moda
E pro meu amor puro e belo
Eu gosto de contar
As minhas prosas
Olha a banana,
Olha o bananeiro.
O mundo é bom comigo até demais
Pois vendendo bananas
Eu também tenho o meu cartaz
Pois ninguém diz pra mim
Que eu sou um pária no mundo
Ninguém diz pra mim
Vai trabalhar vagabundo

Olha a banana
Olha o bananeiro
Mãe, mãe, mãe
Eu vendo banana mãe
Mãe, mãe
Mãe, mas eu sou honrado mãe

Olha a banana
Olha o bananeiro

O vendedor de bananas, de Jorge BenJor pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, no Youtube.

Ficha técnica:

Manito (sax)

Mingo (guitarra base)

Nenê (baixo e vocal)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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Edição de vídeoErlon Bernardino

3. O Milionário, de Mike Maxfield (Instrumental)

De autoria do compositor e guitarrista inglês Mike Maxfield, a música O milionário foi gravada em 1965 e 1967 em duas versões instrumentais pela banda Os Incríveis. 

Apresentada por Risonho aos músicos da banda, a música se transformou em dos grandes sucessos de Os Incríveis e abre o álbum Os Incríveis e seus maiores sucessos lançado pela RCA Candem, em 1976, integrando também a coletânea O melhor de The Jet Blacks e Os Incríveis lançado em 1982, pelo selo Continental-MusiColor; o single lançado pela RCA Victor, em 1982; o EP Os Incríveis – 4 sucessos de ouro, RCA Victor, 1982; e os CD Os Incríveis, RCA/BMG, 1993; e Os Incríveis (Série Aplauso), RCA/BMG, 1996.

A segunda versão de O milionário gravada pela banda Os Incríveis, em 1967, pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, no Youtube

Ficha técnica:

Manito (teclado)

Mingo (guitarra base)

Nenê (baixo)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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4. Molambo, de Augusto Mesquita e Jayme Florence

A música Molambo, de autoria de Augusto Mesquita e Jayme Florence, o Meira dos regionais, foi lançada em 1953 em um 78 RPM gravado pela cantora amazonense Maria Júlia da Silva, a   Julinha Silva, e regravada por cantores como Nelson Gonçalves, Elizeth Cardoso, Cauby Peixoto, Maysa, Djavan, Jamelão, Maria Bethânia e muitos outros intérpretes de grande importância no cenário da música brasileira. 

Em 1967 foi a vez de Os Incríveis gravarem uma releitura da música.

Abrindo o lado B do álbum  Para os jovens que amam Os Beatles, os Rolling Stones e… Os Incríveis, Molambo é cantada pelo baixista Nenê que empresta o timbre suave de sua voz à letra da canção.

Presença constante nas paradas de sucesso de todo o país,  a releitura de Molambo  feita pela banda Os Incríveis, passou a integrar coletâneas de sucessos da banda  estando presente no CD Os Incríveis (Série Aplauso), RCA/BMG, 1996.

Letra:

Eu sei que vocês vão dizer
Que é tudo mentira
Que não pode ser
E que depois de tudo
O que ela me fez
Eu jamais deveria aceitá-la outra vez
Bem sei que assim procedendo
Me exponho ao desprezo de todos vocês
Lamento, mas fiquem sabendo
Que ela voltou e comigo ficou
Ficou pra matar a saudade
A tremenda saudade
Que não me deixou
Que não me deu sossego um momento sequer
Desde o dia em que ela me abandonou
Ficou pra impedir que a loucura
Fizesse de mim um molambo qualquer
Ficou desta vez para sempre
Se Deus quiser.

Molambo, com a banda Os Incríveis, pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, no Youtube

Ficha técnica:

Manito (xilofone)

Mingo (guitarra base e backing vocal)

Nenê (baixo e vocal)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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5. Terror dos namorados, de Erasmo Carlos e Roberto Carlos

O rock Terror dos namorados, de Erasmo Carlos e Roberto Carlos é mais uma das composições da dupla gravada pela banda Os Incríveis. 

Anteriormente, após a parada dada em 1972, os músicos Mingo, Nenê e Risonho deram continuidade às gravações de álbuns lançados pela RCA Victor e gravaram as músicas Montanha (1977),  (1979) e Amigo(1979). 

Com arranjo de Os Incríveis, Terror dos namorados tem o vocal do baixista Nenê;  a guitarra base de Mingo;  Risonho na guitarra solo;  Manito, no sax;  e Netinho na bateria.

Sucesso na releitura de Os Incríveis, a música integrou o  single Os Incríveis lançado pela RCA Victor, em 1982; e o CD Os Incríveis (Série Aplauso), RCA/BMG, 1996.

Letra:

Eu vivo num dilema
Não sei como parar
Eu tenho um problema
Minha vida é beijar

Eu beijo qualquer uma
Garota que vier
Eu vendo, troco beijo
Facilito a quem quiser

Eu beijo as loirinhas
Eu beijo as moreninhas
Eu beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo…

não saio à rua
Não vou mais passear
Pois a qualquer hora
Dá vontade de beijar

Porém modéstia à parte
Meu beijo é diferente
Tem alguma coisa
Que tonteia toda gente

Eu beijo com jeitinho
Eu beijo com carinho
Eu beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo…

E é por isso que me chamam
Terror dos namorados
O homem que possui
Aquele beijo tão falado
Eu quero tomar jeito
E deixar de beijar
Mas eu não consigo mais parar

Porque eu já me acostumei
A ser um beijador
Meus beijos são pequenos
Mas cheinhos de amor

Se paro um dia ou dois
Dói meu coração
E as gatinhas  todas dizem
Que detestam solidão

E querem me abraçar
Querem me beijar
Então eu beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo…

E é por isso que me chamam
Terror dos namorados
O homem que possui
Aquele beijo tão falado
Eu quero tomar jeito
E deixar de beijar
Mas eu não consigo mais parar

Porque eu já me acostumei
A ser um beijador
Meus beijos são pequenos
Mas cheinhos de amor

Se paro um dia ou dois
Dói meu coração
E as gatinhas todas dizem
Que detestam solidão

E querem me abraçar
E querem me beijar
Então eu beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo…

Terror dos namorados,    de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, com a banda Os Incríveis pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube

Ficha técnica:

Manito (sax e teclados)

Mingo (guitarra base, vocal)

Nenê (baixo,vocal)

Netinho (bateria, moog drums, vocal)

Risonho (guitarra solo, violão)

Arranjos: Os Incríveis

Produção artística: Os Incríveis

Técnicos de gravação: Reinaldo Cesar de Souza, Ricardo S. Carvalheira

Mixagem: Reinaldo Cesar de Souza, Stelio Carlini

Supervisão de áudio: Gunther J. Kibelskstis Corte e José Oswaldo Martins

Lay-out: Sidney Biondani

Fotos: Eric C. Forat

Arte: Beto (Freixa) Barros, Sérgio (Piquá) Bastos

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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6. Marcas do que se foi, de Ruy Maurity e José Jorge (grupo Zurana) 

Em 1976, a banda Os Incríveis Mingo, Nenê e Risonho grava, para a RCA Victor, mais um EP que traz, na primeira faixa, a música  Marcas do que se foi, composição de Ruy Maurity e José Jorge que integravam  um grupo de compositores vinculados à agência publicitária Zurana.

A música, que se tranformou em sucesso imediato,  é um hit até os dias de hoje sendo a mais cantada nas festas de Reveillon de todo o país e pode ser ouvida também no álbum Os Incríveis (série Disco de Ouro), RCA, 1978; no LP Os Incríveis e seus maiores sucessos vol. 2, RCA, 1981; e no CD Os Incríveis (série Aplauso), RCA/BMG, 1996.  

Letra:

Este ano quero paz
No meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão

O tempo passa e com ele
Caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão
Vão ficar

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer (bis)

Marcas do que se foi, com a banda Os Incríveis Mingo, Nenê e Risonho pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube

Ficha técnica:

Mingo (guitarra base e vocal)

Nenê (baixo)

Risonho (guitarra solo)

Rogério (bateria)

Fernando Netto (piano e órgão)

Coordenador artístico: Tony Campello

Arranjo: Os Incríveis

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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7. El Relicario, de Padilha/ Czardas, de V. Monti/ Venus, de Ed Marshal e D. Cid/ Veneno, de Poly e Henrique / O homem do braço de ouro, de Elmer Bernstein (Instrumentais) 

O CD Os Incríveis (Série Aplauso) lançado pela RCA/BMG, em 1996, traz, como sétima faixa,  um medley com as músicas El Relicario, de Padilha; Czardas, de Monti; Venus, de Ed Marshal e D.Cid; Veneno, de Poly e Henrique; e  O homem do braço de ouro, de Elmer Bernstein.

Gravadas  respectivamente  no 78 RPM The Clevers, de 1963 (Continental); no single Os Incríveis, 1967 (RCA Victor); no LP Os Incríveis The Clevers, 1964 (Continental); no 78RPM The Clevers, de 1964(Continental); e no LP Para os jovens que amam Os Beatles, os Rolling Stones e…. Os Incríveis, de 1967 (RCA Victor), as músicas se tornaram sucessos da banda que alcançaram os primeiros lugares nas paradas de sucesso de todo o país.

O medley pode ser ouvido no link abaixo do canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube.

Ficha técnica:

Manito (sax e teclado)

Mingo (guitarra base)

Nenê (baixo)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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8. Kokorono-niji, de Hashimoto e Inque 

A turnê feita pelos músicos de Os Incríveis ao Japão em 1968 resultou na gravação de várias músicas japonesas que alcançaram sucesso entre a colônia nipônica no Brasil,  e também entre o público  que sempre acompanhou a trajetória da banda. 

Kokorono-niji, de Hashimoto e Inque, com versão de Os Incríveis, uma das músicas trazidas da turnê pelo Japão foi lançada em um single pela RCA Victor, em 1968, alcançando sucesso imediato e liderando as paradas de sucesso de todo o país.

A música pode ser ouvida  no LP Os Incríveis internacionais, lançado pela RCA Victor, em 1968;   na coletânea  As + Quentes,  lançado pela RCA Victor, em 1968;  no EP Os Incríveis no Japão, lançado em novembro de 1968, pela RCA Victor,  nos LPs Os Incríveis Disco de Ouro, lançado pela RCA Victor, em 1977, e Os Incríveis e seus maiores sucessos vol. 2, lançado pela RCA Victor, em 1981; no EP Os Incríveis 4 sucessos de ouro, lançado pela RCA Victor, em 1982; e no  CD Os Incríveis, série Aplauso, lançado pela RCA/BMG, em 1996.

Letra:

Saudade é a lembrança
Do amor que um dia deixei ali
Saudade é nostalgia
Do Japão, que eu nunca esqueci

Boneca linda, dourada
O sol que nasce vem me contar
Que nos teus olhos iluminou
Duas pérolas a rolar

Se você não me esqueceu
Sei que também vou lembrar
Do abraço que te dei, meu bem
No momento de voltar

Saudade é a lembrança
Do amor que um dia deixei ali
Saudade é nostalgia
Do Japão, que nunca esqueci

Itsuka anata to musubareta hi ni
Dakishime dakishimete amaeto ii no ne
Watashi no kokoro wa
Namida de yureru kedo
Kanashii chouchou wa oozora e kaeru
Saudade é nostalgia
Do Japão, que nunca esqueci
Kanashii chouchou wa oozora e kaeru

Kokorono-niji com a banda Os Incríveis, pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, no Youtube

Ficha técnica:

Manito (teclado e backing vocal)

Mingo (guitarra base e vocal)

Nenê (baixo e backing vocal)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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9. Castigo, de Dolores Duran

A música Castigo composta por Dolores Duran, pertence ao  gênero  samba canção. A música   tem por tema  o arrependimento pela perda de um amor expondo uma das características muito comum nos sambas canções dos anos 50: a “fossa e a dor de cotovelo”.

Gravada pela primeira vez por Roberto Luna no LP Luna canta para você  lançado em 1958 pela gravadora RGE, Castigo ganhou, ao longo dos anos,   várias releituras sendo, uma delas, a da banda Os Incríveis gravada nos álbuns Os Incríveis Internacionais  lançado pela RCA Victor, em 1968; Os Incríveis (série Disco de Ouro), RCA Victor, 1977;  Os Incríveis e seus maiores sucessos vol. 2, RCA Victor, 1981;  e no CD Os Incríveis (série Aplauso), RCA/BMG, 1996.

Letra:

A gente briga, diz tanta coisa que não quer dizer
Briga pensando que não vai sofrer
Que não faz mal se tudo terminar

Um belo dia a gente entende que ficou sozinho
Vem a vontade de chorar baixinho
Vem o desejo triste de voltar
Você se lembra, foi isso mesmo que se deu comigo
Eu tive orgulho e tenho por castigo
A vida inteira pra me arrepender

Se eu soubesse
Naquele dia o que sei agora
Eu não seria esse ser que chora
Eu não teria perdido você

Se eu soubesse
Naquele dia o que sei agora
Eu não seria esse ser que chora
Eu não teria perdido você

Castigo, com a banda Os Incríveis pode ser ouvida no link do  canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube

Ficha técnica:

Manito (xilofone)

Mingo (guitarra base e vocal)

Nenê (baixo e vocal)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo e guitarra havaiana)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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10. Minha oração (My Prayer), de Georges Boulanger e Jimmy Kennedy (Instrumental) 

A gigantesca repercussão atingida com a gravação da música Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e Os Rolling Stones fez com que a RCA Victor lançasse, apenas três meses depois do lançamento do single, o primeiro LP da banda Os Incríveis na nova gravadora.

O título do LP era uma dedicatória carinhosa  de Os Incríveis para a música e para o público que os consagrou definitivamente: “Para os jovens que amam Os Beatles, os Rolling Stones e… Os Incríveis”.

A música Minha Oração, de Georges Boulanger e Jimmy Kennedy, abre o álbum Para os jovens que amam Os Beatles, os Rolling Stones e… Os Incríveis,  de 1967, lançado pela RCA Victor, integra o  álbum  Os Incríveis e seus maiores sucessos lançado pela RCA Candem, em 1976, e os CDs Os Incríveis, lançado pela RCA/BMG, em  1993; e  Os Incríveis (Série Aplauso) lançado pela BMG, em 1996.

Minha oração, com a banda Os Incríveis  pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube.

Ficha técnica:

Manito (Sax e teclados)

Mingo (guitarra base)

Nenê (baixo)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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11. O vagabundo (Giramondo), de Leva Bardotti e Reverberi

O single  Os Incríveis lançado em julho  de 1969 pela RCA Victor trazia, no lado A,  a música O vagabundo, composta por Leva Bardotti e Reverberi, com versão de George Freedman. A música  se transformaria em mais um megassucesso da banda Os Incríveis sendo presença obrigatória nos setlists dos shows da banda até os dias atuais, e também nas diferentes coletâneas de sucessos da banda.

A música O vagabundo, com a banda Os Incríveis,  pode ser ouvida no álbum Os Incríveis e seus maiores sucessos lançado pela RCA Candem, em 1976; no medley gravado para o single Os Incríveis lançado pela RCA, em 1982; no CD Os Incríveis, RCA/BMG, 1993; no CD Jovem Guarda – O novo de novo, Paradoxx Music, 1996, vol. 1; e  no CD Os Incríveis (Série Aplauso), RCA/BMG, 1996.

Letra:

Um giramundo como eu
Que vive a vida a procurar
Alguém que siga o meu caminho
E veja tudo como eu…

Se caminhando eu encontrar
Alguém que pensa como eu
Será o fim dessa estrada
E finalmente irei parar…

Contando os dias, esperarei
E de passo em passo
Eu procurarei
E acharei…acharei…acharei…

Um vagabundo como eu
Também merece ser feliz
Pois eu só quero desta vida
Ter um amor somente meu…

Contando os dias, esperarei
E de passo em passo
Eu procurarei
E acharei…acharei…acharei…

Um vagabundo como eu
Também merece ser feliz
Pois eu só quero desta vida
Ter um amor somente meu…
Ter um amor somente meu…
Ter um amor somente meu…

O vagabundo, com Os Incríveis, pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube

Ficha técnica:

Manito (sax)

Mingo (guitarra base e vocal)

Nenê (baixo)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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12. Israel, de Bruno Zambrini, Ruggero Cini e Franco Migliacci

A música Israel  foi composta em 1967 pelo musicista e produtor discográfico  Bruno Zambrini em parceria com o compositor, produtor, arranjador e maestro Ruggero Cini, e o  letrista, produtor e ator  Franco Migliacci.

Lançada  originalmente por Gianni Morandi, a música no Brasil foi gravada pela banda Os Incríveis para o single Os Incríveis e para o álbum Os Incríveis Internacionais lançados pela RCA Victor, em 1968, com  versão do compositor Nazareno de Brito.

A música integrou também a coletânea 14 sucessos da Jovem Guarda, v.2, lançado pela RCA Victor, em 1968.

Em 1976, Israel foi relançada pela RCA Candem no álbum  Os Incríveis e seus maiores sucessos. Vinte anos depois a música integrou o repertório selecionado para compor o CD Os Incríveis (Série Aplauso), lançado pela RCA/BMG, em 1996.

Letra:

Israel, Israel, Israel, Israel

Cruzando os mares
Vencendo os montes
Perdi as flores
E minhas plantas
Pelas sementes
Cerrei os punhos, porque
Até areia me bastaria
Eu viveria e cresceria
E lá as plantas nascerão
E um dia florirão
Depois te amará
Mesmo quem não te quis jamais

Israel, Israel, Israel, Israel

Preciso fogo para aquecer-me
Que já não queime as minhas carnes
Em vez de pão, pra minha fome
Me deram aço, para o meu corpo
Mas eu não choro, não não lamento
O ódio não constrói
O meu sofrer não dói
Depois as plantas nascerão
As flores florirão
E agora te amará
Mesmo quem não te quis jamais

Israel, Israel, Israel, Israel
Israel, Israel, Israel, Israel

Israel com a banda Os Incríveis pode ser ouvida no link Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube

Ficha técnica:

Manito (teclado)

Mingo (guitarra base e vocal)

Nenê (baixo)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

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13. Caminhemos, de Herivelto Martins

Após as gravações de Molambo, de Augusto Mesquita e Jayme Florence; Castigo, de Dolores Duran; Aquarela do Brasil, de Ary Barroso; Qui nem jiló, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira; e  Estrada do sol, de Dolores Duran e Tom Jobim,  os músicos da banda Os Incríveis Mingo, Nenê e Risonho lançam mais uma releitura de clássicos da MPB com a música Caminhemos, de Herivelto Martins.

Lançada em junho de 1947 por Francisco Alves, Caminhemos foi composta por Herivelto Martins no momento em que ele vivia um “clima adverso na minha casa, quando meu casamento com a Dalva (de Oliveira) começou a se deteriorar”, segundo depoimento do compositor.

A música ganhou diferentes interpretações ao longo do tempo e, em 1975,  foi a vez da banda Os Incríveis lançar, em um EP divulgado pela RCA Victor, a sua versão para um dos  sambas-canção mais conhecidos da história da MPB. A música integrou também o repertório do CD Os Incríveis (Série Aplauso) lançado pela RCA/BMG, em 1996.

Letra:

Não, eu não posso lembrar que te amei
Não, eu preciso esquecer que sofri
Faça de conta que o tempo passou
E que tudo entre nós terminou
E que a vida não continuou pra nós dois
Caminhemos, talvez nos vejamos depois
Vida comprida, estrada alongada
Parto à procura de alguém
Ou à procura de nada…
Vou indo, caminhando
Sem saber onde chegar
Quem sabe na volta
Te encontre no mesmo lugar

Caminhemos, com a banda Os Incríveis Mingo, Nenê e Risonho pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube

Ficha técnica:

Mingo (guitarra base e vocal)

Nenê (baixo e vocal)

Risonho (guitarra solo)

Rogério (bateria)

Fernando Netto (teclados) 

Mário Lúcio (vocal) 

Arranjo: Mário Lúcio

Coordenação Artística: Tony Campello

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

Banner comemorativo aos 60 anos de Os Incríveis: Marco Jacobsen

Edição de vídeoErlon Bernardino

14. Perdi você (Missing You), de Carlos Mendes e José Roberto Diogo (Instrumental)

Gravada em 1966 pela banda portuguesa Sheiks, a música Perdi você (Missing You), de Carlos Mendes e José Roberto Diogo, foi lançada na Espanha, Inglaterra e França, tendo alcançado o 8º lugar de vendas em Paris.

No Brasil, Perdi você foi gravada pela banda Os Incríveis para os álbuns Para os jovens que amam Os Beatles, os Rolling Stone e… Os Incríveis lançado pela RCA Victor, em 1967; para o single de 1968  que traz a música Sayonara, Sayonara,  de Mike Maki e Hachidai Nakamura,  no lado A; para o LP Os Incríveis e seus maiores sucessos  lançado pela RCA Candem, em 1976; e para os  CDs Os Incríveis, RCA/BMG, 1993; e Os Incríveis (Série Aplauso), RCA/BMG, 1996.

Perdi você, com a banda Os Incríveis, pode ser ouvida no link do canal Banda Os Incríveis Oficial, do Youtube. 

Ficha técnica:

Manito (órgão)

Mingo (guitarra base)

Nenê (baixo)

Netinho (bateria)

Risonho (guitarra solo)

Pesquisa e texto: Selma Teixeira

Banner comemorativo aos 60 anos de Os Incríveis: Marco Jacobsen

Edição de vídeoErlon Bernardino

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